PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quinta-feira, 30 de março de 2017

Chico Xavier usou da “Prudência”



Domingos Cocco
  
No dia 18 de julho de 1955, fui com a minha irmã visitar o consagrado médium Francisco Cândido Xavier, em sua terra natal onde morava, Pedro Leopoldo, MG.

A viagem em um trem que partiu da cidade do Rio de Janeiro não foi fácil, porque a poltrona era desconfortável e estava tão suja a ponto de chegarmos a Belo Horizonte, nossa primeira parada, com manchas de pó nas roupas, além do cansaço, pois a morosidade da condução tornou o trajeto mais longo.

Da capital mineira, seguimos em um pequeno ônibus rumo à cidade de Pedro Leopoldo. Lá, nos hospedamos numa modesta pensão, porém na mesma rua onde ficava localizado o Grupo Espírita Luiz Gonzaga, local de trabalho, como médium, naquela ocasião.

No mesmo dia em que chegamos, por volta das 18 h, olhando pela janela do quarto da pensão, vi o Chico em frente ao Grupo Espírita.  Disse, então, para a minha irmã: “vamos porque, chegando lá cedo, fica mais fácil falarmos com ele”, muito embora o assédio não lhe fosse tão grande, à época.

Assim, saímos em direção à Casa Espírita. Lá chegando, deparamo-nos com o Chico retirando um grande fardo de tecidos da varanda da casa, que tinha o seu piso no mesmo nível da calçada.  Como não poderia deixar de ser, ajudei-o a atravessar a rua rolando o volume, quando ele me falou; “estou levando este fardo aqui deixado pela transportadora, por encontrar a loja ao lado fechada, para a casa de uma das nossas vizinhas, para que não fique a nós computada como uma premiação”.

O fato serviu para demonstrar a “prudência” do médium, e para confirmar que ele não se prevalecia da sua mediunidade.

Deixamos, portanto, o volume em uma residência próxima, e retornamos para  a Casa Espírita.

Enquanto aguardávamos o início da reunião, a minha irmã colocou sobre a mesa, e próximo onde o Chico iria psicografar mensagens, uma folha de papel com o seguinte cabeçalho: “Pedimos a Emmanuel algumas palavras para a “Mocidade Espírita Jerônymo Ribeiro”, de Cachoeiro de Itapemirim, ES”. Terminada a reunião, nos entregaram a folha de papel com uma mensagem, não de Emmanuel, porém do Espírito Bezerra de Menezes, ali recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, nos seguintes termos:

“Meus amigos, Jesus nos abençoe.

Bem-aventurado  o  lavrador  que cedo  começa a lide  da sementeira, para que o entardecer lhe coroe a fadiga com a benção da colheita.

Procuremos em Jesus o nosso Divino Mestre e esforcemo-nos por conquistar o título de aprendizes Seus.

Não bastará crer nem teorizar, mas agir com o bem para concretizar o melhor em nossas vidas.

Não nos faltam, assim, orientação e advertência.

O Evangelho fulgura diante de nós, concitando-nos ao dever.

 Abracemos, pois, as nossas obrigações e que o Senhor nos ilumine.” (Bezerra)

Escaldados pela viagem de trem resolvemos retornar ao Rio de Janeiro de avião, agora felizes, em virtude de termos recebido da espiritualidade amiga, ali representada por Bezerra de Menezes, pronta e consoladora resposta, e também porque, embora por poucas horas, termos convivido com o mais famoso médium brasileiro, “Espírito de outra esfera”.
Muito obrigado, meu Deus!..


Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo
Domingos Cocco
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