PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

sábado, 5 de novembro de 2016

A distância e os efeitos físicos

Leonardo Marmo Moreira


Segundo os estudiosos dos fenômenos de efeitos físicos, a distância realmente é um fator decisivo para a ocorrência do fenômeno de efeito físico. Divaldo P. Franco* comenta que em casos de Poltergeist (também chamados "psicocinesia recorrente espontânea", conforme Hernani G. Andrade explica em "Parapsicologia - Uma visão panorâmica") é comum a presença de um adolescente em local próximo (*Divaldo responde Mediunidade 1999/Centro Espírita Nosso Lar-Casas André Luiz). Hernani G. Andrade comenta na referida obra ("Parapsicologia - Uma Visão Panorâmica") que tais fenômenos costumam ocorrer em determinados locais (casas, sítios, terrenos, interior de veículos etc.) ligados a uma pessoa, que recebe o nome de "epicentro". Quanto maior for a distância do "epicentro", menor será a probabilidade de ser detectado o efeito físico (o que é corroborado por outros pesquisadores também. Certa vez, em um debate, o Padre Quevedo foi muito criticado por, aparentemente, ter "esquecido" dessa peculiaridade). Apesar de eu desconhecer dados quantitativos da distância em metros do epicentro mediúnico do fenômeno, o médium de efeitos físicos teria que morar ou estar presente, no máximo, em uma casa da vizinhança próxima do local dos respectivos efeitos físicos. De fato, nos casos em que o epicentro foi identificado, a distância máxima, na maioria das vezes, era de algumas casas. 

Entretanto, há casos que os estudiosos chamam de "assombração" (do inglês "haunting"), em que não há (ou não foi identificado) o epicentro (vide a supracitada obra de Hernani G. Andrade). Este último fenômeno pareceria mais associado ao local. Nesses casos chamados de "assombração", os efeitos físicos seriam menos intensos ou até inexistentes (havendo, nesse segundo grupo, apenas ações mediúnicas de efeitos intelectuais), muito provavelmente pela ausência de um médium de efeitos físicos e, portanto, de grande doação de fluido vital (também chamados "ectoplasma" na nomenclatura da Metapsíquica de Charles Richet). 

Nesse contexto, devemos lembrar de André Luiz, no livro "Nos domínios da Mediunidade, no capítulo que trata do Espírito de uma moça (que tinha vivido no Brasil há alguns séculos) e que era obcecada e realmente fixada a um espelho que havia sido um presente de um noivo que foi embora do Brasil para a Europa. Segundo o Instrutor de André Luiz (Aulus), ela iria junto do espelho para o lugar onde levassem o espelho. Portanto, é possível que muitos Espíritos desencarnados estejam apegados e literalmente "fixados" em determinados locais e, quando são Espíritos muito atrasados, tais locais acabam sendo "mal assombrados". Ora, se os novos habitantes do local tiverem um pouco de sensibilidade mediúnica, podem sentir em variados níveis essa presença, até que a mesma seja eliminada, através de vários processos que envolvam algum tipo de encaminhamento espiritual para as respectivas entidades. Por outro lado, os "efeitos físicos" propriamente ditos, ou seja, os fenômenos mediúnicos intensos que dependem de significativa ectoplasmia vão depender da presença um médium de efeitos físicos, em função da necessidade de fluidos vitais. 

Ainda assim, precisamos fazer uma importantíssima ressalva: é possível que o médium de efeitos físicos atue à distância (em relação ao seu corpo físico) através do desdobramento parcial do corpo físico. No livro "Missionários da Luz", um excelente médium curador (Afonso) é levado, durante o sono, pela equipe que estava auxiliando Alexandre e André Luiz, para ajudar um homem que estava prestes a desencarnar. E através de passes magnéticos, que tiveram a atuação, neste caso imprescindível, do excelente médium desdobrado, foi possível salvar a vida física do doente e fornecer uma espécie de tempo adicional de encarnação de aproximadamente seis (6) meses. O texto de André Luiz sugere fortemente que os Espíritos desencarnados precisavam dos fluidos de um médium encarnado moralizado e preparado para a tarefa, pois somente os desencarnados, ou mesmo os desencarnados e um encarnado despreparado não conseguiriam salvar a vida física daquele irmão. Só a título de ilustração, também poderíamos lembrar do caso do médium João Berbel, no programa "Transição" da REDETV, que afirmou ter feito uma "cirurgia espiritual" à distância em Chico Xavier (que teria sido confirmada, segundo Berbel, pelo próprio Chico Xavier). De qualquer maneira, fica claro que a distância é um fator que influencia a intensidade do fenômeno de efeito físico, pois a liberação de ectoplasma ocorreria de forma mais intensa, quando o perispírito e/ou o duplo etérico se desprendem do corpo físico (a chamada "descoincidência", como caracteriza Waldo Vieira em "Projeções da Consciência"). Em todo o caso, se o médium de efeito físico promover o desdobramento, seja pelo sono físico ou não, seria possível uma significativa doação de fluido vital pelo Espírito do Médium, cujo corpo físico poderia estar distante.

DEUS NA CONCEPÇÃO ESPÍRITA


Fernando Rosemberg
Se pudéssemos Tudo abarcar de Deus, ao ponto evolutivo em que nos encontramos na Doutrina Espírita, nós o faríamos em apenas seis pontos, ou seis itens, fundamentais:

PRIMEIRO

Deus é a Inteligência Suprema, Causa Primária de todas as coisas. Sua existência se prova pelo axioma científico de que: não há efeito sem causa, e, portanto, a Natureza, o Homem, o Mundo e o Universo astronômico, em sua infinita totalidade, sendo repleto de Leis, de Ordem, de Harmonia e Matematicidade dão a prova incontestável de um Criador Supremo que se define pelos excelsos atributos de: eternidade, imutabilidade, imaterialidade, unicidade, e, revelando, mais ainda: poder supremo, sendo Ele, pois, soberanamente justo e bom, cuja sabedoria se revela nas menores como nas maiores coisas, não nos permitindo duvidar de sua justiça, e, portanto, de sua extrema e máxima bondade.

SEGUNDO

Mais que revelar-se exteriormente, pois que Deus se revela por suas obras, Ele também se revela em nosso sentir, ou, se o quiserem, em nossa Consciência, pois que todos, do menor ao maior, sem exceções, sabem de sua existência e, portanto, negar-Lhe da boca para fora é fácil, sendo muito difícil, senão impossível, retirá-Lo de sua criação, ou seja, de nós mesmos, de nossa intimidade espirítica, ou, como dito: de nossa vígil Consciência.

TERCEIRO

Doutra parte: alega-se que sendo Deus Infinito em Tudo, em Si Mesmo e em Sua criação, então a Mente de Deus é Infinita, e, portanto, abarca Tudo e Todos, nada Lhe escapando de Sua Alta e Infinita Jurisdição. E é bem possível que seja, de fato, assim, pois se imaginássemos um termo para o Universo físico e espiritual, Morada Divina de Tudo e de todos nós, óbvio que, ainda assim, não o encontraríamos, pois se o encontrássemos em determinado ponto de sua finitude, o que teríamos após tal finito: o nada?

Mas o nada não existe e, portanto, há que haver algo além do referido ponto finito de nossa imaginação, além do Universo físico e espiritual; algo, pois, que há de ser Infinito, sem começo nem fim, mesmo que não compreendamos o que tal possa representar por nossas Mentes finitas, mas que já compreendem algo do Infinito, do Espaço que, não tendo um início tampouco terá um fim, dado suas dimensões infinitas.

Logo, poder-se-ia, um tanto equivocado dizer, mas buscando obviamente entender, que:

“Deus é Espírito: um Ser de Inteligência Infinita que, obviamente, ocupa o infinito espacial”.

QUARTO

Mais recentemente o Homem descobrira um dos maiores fenômenos da natureza: o da evolução de todas as coisas, espécies e seres do Universo; e mais: referido Universo, postula-se, como sendo finito no infinito de Universos, resultando daí, a ideia do Multiverso, o que implica, mais uma vez, que Deus é, de fato, de Dimensão Infinita que, não comportando início também não comportaria fim, um Seu termo de finalização. Logo, se somos Seres finitos, Deus, por sua vez, há que ser Infinito, não comportando início e tampouco fim, obrando, eternamente, no Infinito de Sua Capacidade, ou, melhor dizendo: Imensurabilidade.

QUINTO

E, se dantes pensávamos no Fixismo das coisas, hoje, mais crescidos e mais maduros, constatamos que somos Seres em evolução; sendo óbvio, pois, que aquela moderna compreensão da Divindade, já citada, ir-se-á ampliando mais e mais, nos mostrando, gradativamente, outras facetas Suas, ou seja, na medida exata de nossos progressos concomitantes: espirituais e morais.

SEXTO

Relativamente, ainda, ao Criador Supremo, já se obteve, pelo Espiritismo, o axioma de sua operosidade e trabalho constante nos termos de que: ‘Deus há criado sempre, cria incessantemente e jamais deixará de criar’. O que explicita, com clareza, o eterno trabalho do Criador que, para o nosso entendimento temos: para o passado de nossa compreensão: ‘Deus há criado sempre’; e, para o presente da mesma compreensão: ‘cria incessantemente’; e, para o futuro: ‘jamais deixará de criar’.

NO MAIS, UM GRANDE ABRAÇO A TODOS:

Fernando Rosemberg Patrocinio
Blog: filosofia do infinito, ou, como queiram:
fernandorosembergpatrocinio.blogspot.com.br