PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FENÔMENO DO SÉCULO 20


Fernando Rosemberg

Como discorrer sobre um dos mais importantes missionários deste Século 20 que se findara: Francisco Cândido Xavier, ou, simplesmente: Chico Xavier como apreciava ser chamado?

Mas seria, de fato, um dos mais importantes, ou, melhor dizendo, o mais importante missionário do Século que, por sua popularidade, nos parecera ser o homem não das elites, mas sim do povo, porquanto dele mesmo recebera os honrosos títulos de:

-‘O Mineiro do Século’;

Como também o de ser, com certeza:

-‘O Brasileiro Mais Importante de Todos os Tempos’;

Quando, por sinal, recebera ainda o título de ser:

-‘O Maior Instrumental Mediúnico do Mundo terreno’.

Que, dentre seus inumeráveis feitos, está o fato de haver psicografado cerca de dez mil cartas de Espíritos se comunicando com seus familiares terrenos, e de ter elaborado, com seus superiores espirituais, mais de 450 livros, tendo vendido algo em torno de cinqüenta milhões de exemplares.

Acho que dá pra sentir, da inferioridade dos Espíritos mundanos, uma sua pontinha de inveja de um homem tão simples e tão complexo, tão humilde e tão poderoso, que, por sinal, detinha apenas o curso primário, mas revolucionara o mundo acadêmico e o mundo espiritista com suas revelações humanas e extra-humanas, materiais e espirituais.

Mas alguém poderia perquirir?

Como um indivíduo tão simples e tão humilde poderia escrever tantos livros que percorrem distintas áreas da atividade humana: a acadêmica e a científica, a filosófica e a ética, a dos costumes e da axiologia, das letras e de tudo o mais, se ele era detentor apenas de um curso primário?

Ocorre que, para nós, um pouco mais versados em Espiritismo, prevalece a máxima de que nada, do nosso psiquismo, ou seja, do quanto adquirimos em nossas experiências transpostas, se perde, pois que tudo, absolutamente tudo, fica registrado em nossa memória perispirítica, nosso cérebro espiritual. Tais aquisições, pois, podem até ser restringidas pela matéria somática da atual reencarnação, mas não se perdem jamais.

Do que se concebe, por aí, que o nosso Chico, na soma de suas experiências transpostas, é, na verdade, um homem absolutamente rico de virtudes, de sabedoria, conquanto, como Chico, e, pois, como homem, detinha apenas e tão só o curso primário da presente e última existencialidade no Mundo terreno.

O que significa expressar que a façanha grandiosa de sua obra mediúnica tem alguma relação com suas capacidades de antanho, seus saberes adquiridos, e pois, arquivados em sua memória espiritual.

Assim, pois, em se verificando a associação mental do Espírito comunicante com o Espírito do médium, e, com sua permissão para tal expediente, este deverá, conquanto o domínio e o comando mental do comunicante, assimilar e compreender o seu pensamento, pois que, embora parcialmente fundidos um no outro, são Seres de identidades próprias e distintas.

Sendo que, no caso em questão, Chico se afinava, quase em perfeita sintonia, com o Espírito Emmanuel, que, por sua vez, tudo coordenava da missão mediúnica do Chico, e, portanto, interferia, amorosamente, e, com a permissão divina, para a grandiosa tarefa da mediunidade com Jesus.

Chico, pois, mais que homem, fora instrumento do Altíssimo para a fenomenal tarefa, no Século 20, de ampliação do Espiritismo kardequiano implantado no Século 19, que, sendo a base de nossos saberes espiritistas, e, de nossos atos ao nível do Evangelho Redentor, nem por isso se pode negar, como Kardec mesmo acentuara, seu caráter essencialmente evolutivo, ampliando e melhorando seus conceitos filosóficos e científicos ao longo do tempo, de nossa evolução cognitiva, axiológica, espiritual e moral.

UM FORTE ABRAÇO A TODOS:

Fernando Rosemberg Patrocinio

Blog: filosofia do infinito, ou, como queiram:


fernandorosembergpatrocinio.blogspot.com.br

MISTIFICAÇÕES


Por Leonardo Paixão (*)


“1ª As mistificações constituem um dos escolhos mais desagradáveis do espiritismo prático. Haverá meios de nos preservarmos deles?”
“Parece-me que podeis achar a resposta em tudo quanto vos tem sido ensinado. Certamente que há para isso um meio simples: o de não pedirdes ao Espiritismo senão o que ele vos possa dar. Seu fim é o melhoramento moral da Humanidade; se não vos afastardes desse objetivo, jamais sereis enganados, porquanto não há duas maneiras de se compreender a verdadeira moral, a que todo homem de bom senso pode admitir” (KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Segunda Parte, cap. XXVII, item 303, pergunta 1ª. FEB).

Problema com o qual haveremos sempre de nos deparar nas lides espíritas enquanto estivermos no nível moral que nos condiciona à estadia em um planeta de provas e expiações: a mistificação.
No capítulo das obsessões ela envolve o grau de obsessão por fascinação, porém, é preciso separar mistificadores de mistificadores-obsessores.
Mistificar conforme o Minidicionário Antônio Olinto da Língua Portuguesa significa: Enganar; embair; abusar da credulidade de. Assim, o que querem os mistificadores, sejam encarnados ou desencarnados é nos ludibriar. E como não sermos enganados? Já orienta Allan Kardec de tudo se passar no que respeita às palavras dos Espíritos pelo severo crivo da razão e do bom senso, para isso é preciso que estejamos com boa disposição moral sem desejos de superioridade e nem de ser detentor de revelações.
Deixaremos aqui algumas experiências pessoais a respeito. Sabemos, conforme orientam as Obras Básicas e as subsidiárias sérias, de que os Espíritos sérios não se intrometem em assuntos humanos que cabe à própria vida terrena e às nossas escolhas. Pois bem, certa feita em que presenteamos uma amiga com uma ave para que ela pudesse abater e fazer uma celebração familiar, através de nós mesmos, manifestou-se um Espírito que recebe em religiões de matrizes afro a nomenclatura de “preto-velho” e que sabemos muitos deles serem bons e auxiliarem em reuniões mediúnicas e poderão ser até Guias se com suas instruções isso mostrarem. No caso em pauta, a nossa amiga lhe perguntou se deveria comer a ave, o espírito deu aval para tal. Ora, um Espírito que seguisse pelas diretrizes seguras da Codificação ou não responderia ou diria em poucas palavras que isso é assunto terreno e, portanto, de foro íntimo de cada qual, já que por escolha pessoal temos uma alimentação vegetariana e não por instrução deste ou daquele Espírito. O Espírito neste caso deve ser classificado de ruim, enganador? Cremos que não, porém, deixou claro a sua condição de não-superioridade, mas, caso, orientações assim começassem a ser realizadas e acatadas, tanto o Espírito quanto nós, estaríamos na classificação de mistificadores.
Outra coisa: em uma de nossas reuniões de tratamento à distância este mesmo Espírito anos atrás recomendou que passássemos amônia para limpeza fluídica do Grupo que até então estava instalado em uma pequena sala comercial. Ficamos quietos e pedimos em pensamento socorro ao nosso Guia, o Espírito Alberto e ele recomendou que relêssemos André Luiz, postura digna de um Guia verdadeiro que não nos deixa sem o trabalho de pesquisa e de estudo. Fomos então à leitura e encontramos o seguinte:
“(...) A higienização processava-se ativa.
O serviço reclamava cuidado.
Segundo apontamentos recolhidos por nós, em outras ocasiões, aqui surgiam aparelhos delicados para a emissão de raios curativos, acolá se efetuava a ionização do ambiente com efeitos bactericidas.
Alguns encarnados, como habitualmente acontece, não tomavam a sério as responsabilidades do assunto e traziam consigo emanações tóxicas, oriundas do abuso de nicotina, carne e aperitivos, além das formas-pensamentos menos adequadas à tarefa que o grupo devia realizar” (Nos Domínios da Mediunidade. Ditado pelo espírito André Luiz; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 27. Edição. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2000. Cap. 28, Efeitos físicos. p. 260).
E também esta referência em obra de outro autor que se reporta à André Luiz com frequência: “A preparação do ambiente operada pelos espíritos era outra referência interessante. O ambiente era ozonizado e ionizado” (VASCONCELOS, Humberto. Materialização do amor: vida e obra de Peixotinho. 3. Ed. revista e atualizada – Recife: Gráfica Barreto, 2011. Casa Editora “O Nazareno” Ltda. p. 70).

Após estas leituras fomos buscar na Internet no buscador do google o significado de ozonizar e ionizar e encontramos:
Ozônio - variedade alotrópica do oxigênio (O3), que se forma na alta atmosfera por reações fotoquímicas [Serve de filtro de radiações ultravioleta, com baixo comprimento de onda e nocivas aos seres, tb. us. como agente oxidante, no tratamento de água, rejeitos industriais vivos etc.].

Íon - Na área da Química, íon, iônio ou ionte é uma partícula, átomo ou molécula eletricamente carregada. É qualquer parte de um átomo ou de molécula deslocada pela aplicação de uma energia. Ionizar é o processo de transformar átomos de carga neutra em seus respectivos íons.

Vemos assim o quanto os Espíritos trabalham para facultar a nós um ambiente adequado, expurgando bactérias e toxinas próprias de nossos pensamentos manipulando as energias precisas para tal e que a nossa parte na higienização física da Casa Espírita é a mesma que realizamos em nossos lares com as diferenças de espaço e utensílios, na essência, porém, é a mesma. E nem se argumente que tal trabalho ocorre para reuniões de materialização ou efeitos físicos, porque sabemos hoje que tal higienização ou limpeza psíquica se dá em todo ambiente da Casa Espírita: salão de palestras, sala de passes, salas para reuniões mediúnicas, sala de evangelização, etc e que nos cabe o dever de mantermos as vibrações propícias ao ambiente com atitude respeitosa, sermos alegres sim, mas não eufóricos com gargalhadas, brincadeiras impróprias, uso de xingamentos, movimentação atabalhoada, dinamismo não significa nervosismo, apreensão, ansiedade, coisas que nos desequilibram o emocional, se mantivermos serenidade na vida cotidiana, de igual modo agiremos no recinto espiritual que nos acolhe. Silêncio interior também é oração.

Vejamos o que instrui Yvonne do Amaral Pereira a respeito:
“Existem os mistificadores, inofensivos, brincalhões apenas, que levam o tempo alegremente, se bem que também levianamente, cujas ociosidades e futilidades só a si mesmos prejudicam, e qeu todos consideram irresponsáveis quais crianças travessas, e a quem ninguém levará a sério. Na Terra como no Espaço,eles proliferam, sem realmente prejudicar senão a si próprios. Existem os hipócritas, perigosos, portanto, que sabem enganar porque se rodfeiam de falsa seriedade, a qual mantém, apoiados em certa firmeza de lógica, e a quem somente observadores muito prudentes saberão descobrir. Na Terra como no Espaço, proliferam também esses, quer encarnados, como homens, quercomo Espíritos já desencarnados, causando no seio das duas sociedades sérios desequilíbrios e danos vultosos, não raro desorganizando a vida e os feitos doso incautos que se deixam embair pelas suas atitudes dúbias. Dentro do Espiritismo, costumam estes, os desencarnados, causar sérios prejuízos aos médiuns orgulhosos insubmissos à disciplina em geral, que a boa prática da Doutrina recomenda, e também entre diretores de organizações espíritas pouco competentes, moral e intelectualmente para o importante mister. Suas atitudes mistificadoras, porém, serão facilmente observadas e desmascaradas por um adepto prudente, bom conhecedor do terreno prático da Doutrina, como da sua filosofia, e, acima de tudo, por alguém que, portador de qualidades morais elevadas, se haja tornado bem inspirado e assistido pelos planos supoeriores do invisível, pois de tudo isso mesmo nos adverte o estudo da Doutrina Espírita. Muito conhecidas são ambas as classes de mistificadores para que nos ocupemos a repetir o que todo aprendiz do Espiritismo conhece.
Há, todavia, ainda, uma terceira classe, a mais impressionante que se nos tem deparado no longo exercício de nossa mediunidade, a mais perturbadora, perigosa e difícil de ser combatida, porque geralmente ignorada sua existência pelos próprios adeptos do Espiritismo, e a qual age de preferência nas próprias paisagens invisíveis, em torno de entidades desencarnadas não devidamente moralizadas, mas também podendo interferir na vida dos encarnados, prejudicando-os e até os levando aos estados alucinatórios ou mesmo ao estado de obsessão, pelo simples prazer de praticar o mal, divertindo-se. Tais entidades são perversas, enquanto que as simplesmente mistificadoras nem sempre se apresentam verdadeiramente malvadas. Obtém aquelas resultados satisfatórios, na torpe tarefa de perseguição e engodo, contra pessoas que, com a devida confiança, não exercem a oração e a vigilância mental de cada dia, como defesa contra males psíquicos, as quais atraem para seus detestáveis agrupamentos espirituais durante o sono corporal, e também contra Espíritos desencarnados frágeis, revoltados, descrentes ou loevianos, que a tempo não se harmonizam com o dever, o que lhes evitaria tais situações após o decesso corporal.
Geralmente, esses a quem aqui denominamos mistificadores-obsessores não foram inimigos das suas vítimas através das existências, nem mesmo as conheceram anteriormente, às mais das vezes. Se exercem a  perseguição e o assédio, alcançando funestos êxitos, será porqueencontram campo aberto para suas operações nos sentimentos bastardos das mesmas, afinidades morais e mentais de má categoria, naqueles a quem se agarram, tornando-se, então, para estes, tais acontecimentos, o prêmio-castigo da sua incúria na prática de ações reformadoras, ou da má-vontade em se voltarem para os aspectos superiores da vida. A encarnados e desencarnados que lhes ofereçam, pois, afinidades, essas desagradáveis criaturas invisíveis frequentemente desgraçam, impelindo-as a desastrosas ações, até mesmo nos setores da decência dos costumes, cujas consequências, sempre lamentáveis, requererão, daqueles que se deixarem embair por suas artimanhas, longos períodos de sofrimento e reparações inapeláveis, muitas vezes, através de rrencarnações amargurosas.
O leitor que, atento, perlustrar as páginas de algumas obras doutrinárias, mormente as psicografadas, há de observar citações sobre falanges inferiores do mundo invisível, que afligem e perturbam os recém-desencarnados desprevenidos, falanges cujos integrantes seriam vultos disformes, grotescos, extravagantes, e cujas configurações e ações pareceriam fruto de pesadelos àqueles qeu se não afinam com as blandícias da Espiritualidade. Provocam-nos, seduzem-nos, aterrorizam-nos, criando mil fantasmagorias que às pobres vítimas parecerão alucinações diabólicas, das mesmas se servindo, ainda, como joguetes para a realização de caprichos, maldades e até obscenidades. Comumente, queixam-se os suicidas de tais falanges, cujo assalto lhes agrava, no pélago de males para onde o suicídio os atirou, o seu já insuportável suplício. E nas sessões práticas, ou mediúnicas, da Doutrina Espírita, quando bem organizadas e dirigidas não é difícil ouvirem-se queixas idênticas daparte de Espíritos comunicantes muiti inferirores, ou ainda de suicidas” (Devassando o Invisível. 3. Edição – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010. Pp. 108-110. Grifos do original)

E encerramos com estas sábias palavras do Espírito Camilo:
“O que o movimento espírita precisa, em seus labores, é de indivíduos qeu se sintonizem com a lógica do pensamento espírita, aprumada nas considerações clarificadoras do Espírito da Verdade, capaz de facear o avanço intelectual terrestre, sem temores, sem tibieza, estabelecendo a inbalável fé, qeu faz a alma crescer, iluminar-se, liberrtando-se do cruel pieguismo ou da exaltação neurótica ou, ainda, do anseio de domínio da opinião, quando uma luz mais alto se ergue, a do Cristo, que o Espiritismo alimenta com os óleos da sua celeste inspiração” (Correnteza de Luz/ [psicografado por] J. Raul Teixeira; pelo Espírito Camilo – 4. Niteroi, RJ: Fráter Livros Espíritas, 2011. Cap. 07, Contrasserviços. p. 63)


            (*) - Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando no Grupo Espírita Semeadores da Paz.