PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

VIDA NO ALÉM (CRIANÇAS)



Por Leonardo Paixão (*)

“Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina?
- Recomeça outra existência” (O Livro dos Espíritos, cap. 5, pergunta 199 – a).

Este é um tema que merece aprofundamento através do estudo das obras básicas e subsidiárias. Pairam no Movimento Espírita muitas dúvidas a respeito. Recorramos à algumas fontes, da vasta bibliografia espírita a respeito do assunto.

“Vale lembrar aqui que, certa vez em que fui arrebatada em Espírito pelos Instrutores espirituais, visitando o mundo invisível imediato à Terra, tive ocasião de ver um ambiente  como que hospitalar, um recolhimento transitório, onde Espíritos de crianças desencarnadas prematuramente aguardavam nova encarnação. Mantinham o aspecto espiritual da idade em que haviam desencarnado. Existia no agrupamento uma espécie de seleção de sexo.
Alguns conservavam ainda impressões da enfermidade que vitimara seus pequeninos corpos carnais, e arrastariam tais tendências para o novo corpo; outros se mantinham despreocupados, distraídos, alegrezinhos e nenhum demonstrava sofrimento.
Havia motivos de distrações e brincadeiras para todos: bonecas, carrinhos, bolas, livros e até latas, onde meninos pequeninos batiam com pequenos bastões, à guisa de tambores. Eram as reminiscências das brincadeiras que fizeram quando encarnados. O local era ameno e protetor, muito iluminado, sem ser superior, todos eram tratados com zelo e devotado amor por ilustres damas espirituais, que se diriam governantas maternais (guias espirituais femininos) de alto nível moral.
Uma gentil menina, aparentando quatro a cinco anos de idade, tinha o pescoço agasalhado por uma gargantilha de penas, e tossia, às vezes, com insistência. Explicava, então, que desencarnara de uma angina aguda, e que as reminiscências desse mal acompanha – la - iam na reencarnação próxima, afligindo-a nos primeiros anos de existência. Outra menina, de cor preta,, muito elegantezinha e espevitada, dizia que tivera um ataque de vermes, e por isso desencarnara. Um menino, regulando um a dois anos de idade, e que batia numa lata com um bastãozinho, distribuía beijinhos, e até eu mesma fui agraciada com essa honra, sentindo em meus lábios espirituais a umidade dos lábios dele. E todas essas gentis entidades revelavam inteligência e muita lucidez.
Fui informada, por uma daquelas damas espirituais que patrocinavam a instituição, que, dali, aquelas entidadezinhas voltariam à reencarnação, sem atingirem propriamente a espiritualidade; que muitas delas poderiam carregar, para o novo corpo físico, complexos mentais e vibratórios da enfermidade que as fizera desencarnar anteriormente, segundo o grau de depressão das vibrações que lhes caracterizara anteriormente, segundo o grau de depressão das vibrações que lhes fossem próprias, ou do estado mental pouco evoluído para superar as incômodas impressões; que nem todas as crianças falecidas são Espíritos adiantados que viveram a última existência terrena, e que esse fato é até muito raro; que comumente, elas desencarnaram devido à insuficiência orgânica, falta de assistência médica adequada, acidentes de várias naturezas, etc; e que, mais frequentemente, vieram completar o tempo  de existência prematuramente interrompida na encarnação anterior, por um suicídio, um acidente não previsto por lei, e muito próprio de planetas como a Terra, etc; enfim, por vários fatores que o homem ainda não compreendeu.
Disse-me ainda, a dama espiritual, que, muitas vezes, o que acontece é que a morte de uma criança demarca o final de um ciclo de encarnações terrenas punitivas, ou expiatórias, e que, de ali em diante, reencarnarão, sim, mas com lúcidos desejos e predispostos ao bem, a fim de continuarem progredindo não mais através de provações, mas de realizações beneméritas no vasto campo da moral, da justiça, da ciência, do amor, etc.
Esclareceram, as dignas preceptoras espirituais, que aquela ambientação do mundo invisível é subdividida em falanges nacionais, próprias de cada país, e que é a isso que os antigos devotos religiosos denominavam “limbo”, local indefinido, segundo a crença deles, onde permanecem almas infantis que não haviam recebido o batismo quando existindo na Terra. A verdade espiritual era então deturpada: tais Espíritos ficam, com efeito, separados dos demais libertos, não atingem a espiritualidade propriamente dita, mas não é pelo fato de terem deixado de ser batizados nesta ou naquela religião que assim permanecem, e sim porque seus perispíritos já estão preparados para a reencarnação; voltarão com presteza à vida terrena, e por isso não foram desambientados das condições humanas que, ainda ontem, experimentaram” (PEREIRA, Yvonne A. Cânticos do Coração, vol. II. Rio de Janeiro: CELD, 1994. pp. 14-17).
Estas informações de D. Yvonne Pereira concordam com o que também nos informa André Luiz:
“Hilário, que acompanhava a conversação com extremo interesse, considerou:
- Antigamente, na Terra, conforme a teologia clássica, supúnhamos que os inocentes, depois da morte, permaneciam recolhidos ao descanso do limbo, sem a glória do Céu e sem o tormento do inferno, e, nos últimos tempos, com as novas concepções do Espiritualismo, acreditávamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto...
- Em muitas situações, é o que acontece – esclareceu Blandina afetuosa -; quando o Espírito já alcançou elevada classe evolutiva, assumindo o comando mental de si mesmo, adquire o poder de facilmente desprender-se das imposições da forma, superando as dificuldades da desencarnação prematura. Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por  brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a respectiva apresentação que lhes era costumeira. Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnam, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidas pela Natureza, à maneira das criancinhas no colo maternal. Não sabem desatar os laços que as aprisionam aos rígidos princípios que orientam o mundo das formas e, por isso, exigem tempo para se renovarem no justo desenvolvimento. É por esse motivo que não podemos prescindir dos períodos de recuperação para quem se afasta do veículo físico, na fase infantil, de vez que, depois do conflito biológico da reencarnação ou da desencarnação, para quantos se acham nos primeiros degraus da conquista do poder mental, o tempo deve funcionar como elemento indispensável de restauração. E a variação desse tempo dependerá da aplicação pessoal do aprendiz à aquisição de luz interior, através do próprio aperfeiçoamento moral.
(...)
O nosso educandário guarda mais de duas mil crianças, mas, sob os meus cuidados, permanecem apenas doze. Somos um grande conjunto de lares, nos quais muitas almas femininas se reajustam para a venerável missão da maternidade e conosco multidões de meninos encontram abrigo para o desenvolvimento que lhes é necessário, salientando-se que quase todos se destinam ao retorno à Terra para a reintegração no aprendizado que lhes compete” (XAVIER, Francisco C. Entre a Terra e o Céu. Pelo Espírito André Luiz. 17. ed. Brasília, DF: Federação Espírita Brasileira. Cap. IX – No Lar da Bênção, pp. 64-65. Cap. XI – Novos Apontamentos, p. 68).

“- Você sabe, minha querida, que nem todas as crianças, não importando a idade, podem retomar de imediato as lembranças de sua última romagem terrestre. Algumas – quase a maioria das que abrigamos aqui -, por se encontrarem em tratamento vigoroso, devem, sem muita demora, retornar ao Plano Físico, para a continuidade de seus resgates e ajustamentos cármicos, limitando-se a manifestações simples, por impossibilidade evolutiva, já que, nesses casos, a mente ainda não granjeou segurança e lucidez suficientes para a própria gerência dos potenciais em expansão. E existem casos mais raros, como o seu, que assumem quase prontamente as conquistas levadas a efeito desde muito” (PAIXÃO, Wagner Gomes da. Na Bênção do Lar. Pelo Espírito Jacqueline Fernandes. Belo Horizonte: Fonte Viva, 2003. p. 23).

Compreendendo, através destes preciosos esclarecimentos que nos trouxe a Espiritualidade, cabe-nos esclarecer a respeito de manifestação de crianças em reuniões mediúnicas. Acompanhemos, ainda, as palavras dos estudiosos e pesquisadores:
“154. Qual é, na outra vida, o estado intelectual da criança morta com pouca idade?
O desenvolvimento incompleto dos órgãos não permitiria ao Espírito manifestar-se completamente. Separado desse invólucro, suas faculdades são o que eram antes da encarnação. Nada tendo feito o Espírito senão passar alguns instantes na vida, suas faculdades não se puderam modificar”.
NOTA – Nas comunicações espirituais, o Espírito de uma criança pode, portanto, falar como o de um adulto, pois poderá ser um Espírito muito adiantado. Se este usa, às vezes, a linguagem infantil é para não tirar à mãe o encanto que se liga à afeição de um ser frágil e delicado, dotado das graças da inocência (Revista Espírita, 1858, “Mãe, estou aqui”).
(KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Cap. III – Solução de Alguns Problemas pela Doutrina Espírita. questão 154. Edição Edicel).

“São esses Espíritos, pois, que possivelmente se comunicam em nossas sessões experimentais, ou são percebidos pela vidência, com aparência infantil, e que se mostram, frequentemente, tais como eram ao desencarnar, assim consolando fortemente os pais atingidos no coração por sua ausência carnal. Esses Espíritos, porém, são adultos. As circunstâncias temporárias é que os levam a se conservarem infantis” (PEREIRA, Yvonne A. Cânticos do Coração, vol. II. Rio de Janeiro: CELD, 1994. pp. 17).

“Em determinadas circunstâncias, a criança desencarnada poderá se comunicar com os familiares que buscam o Centro Espírita ou médiuns, para dar notícias, reconforto espiritual aos seus afetos e prova de sua sobrevivência, sob a tutela de espíritos superiores. Somente aqueles que já perderam um ente querido e recebem a dádiva de uma comunicação espiritual, podem avaliar como é grande a Misericórdia Divina na concessão deste benefício.
Entretanto, estas comunicações exigem aptidão do médium, condições adequadas, merecimento de ambas as partes e estarão sempre resguardadas por espíritos que conduzem as crianças às reuniões mediúnicas. É importante enfatizar que a criança, mesmo estando em sofrimento no mundo espiritual, recolhida em hospitais ou lares que as protegem, nunca se apresentará em reuniões mediúnicas perturbadas, aflitas ou perdidas, necessitadas de esclarecimento ou doutrinação como ocorre com um espírito adulto.
Existem médiuns “videntes” que, habitualmente, veem espíritos de crianças em reuniões mediúnicas. Segundo eles, estes espíritos, não raras vezes, dão conselhos como mentores ou guias. Sabemos que as leis morais que regem o mundo dos espíritos são mais rígidas e mais sábias que as humanas. Aqui em nosso mundo, são estabelecidas regras e condições pela faixa etária de seus habitantes, delimitando o ingresso em escolas, assembleias religiosas, casas de lazer e entretenimento, hospitais e até mesmo para a frequência em nossas reuniões mediúnicas. O bom senso nos indica que no mundo espiritual não será diferente e as crianças, cujos espíritos estejam, ainda, na forma perispiritual infantil, não poderão estar participando de reuniões mediúnicas na condição de guias ou sofredores.
Todo os espíritos desencarnados podem manifestar-se quando as leis da comunicação mediúnica permitem a ocorrência do fenômeno sob a permissão dos Espíritos Superiores. Todavia, determinados espíritos apresentando-se na forma infantil, têm como objetivo sua identificação aos pais e familiares, retomando a seguir sua condição de adulto se já possuem as características necessárias, isto é, governo mental e evolução espiritual.
(...)
Em algumas seitas onde predomina o sincretismo religioso, os espíritos se apresentam como crianças pois estão, como os participantes, condicionados pelas crenças primitivas. Geralmente são comunicações anímicas” (RAMOS, Lucy Dias. Mediunidade e Nós. Solidum, 2011. Barra Bonita, SP. pp. 40-41).


Crianças no Plano Espiritual

1 – Como encarar a manifestação de uma criança apavorada, que se diz num lugar escuro, onde apanha muito?
Há três possibilidades: trata-se de uma mistificação do Espírito, com a intenção de envolver o grupo; uma fantasia anímica do médium, que guarda afinidade com crianças, ou um desajuste do comunicante, que regrediu a um comportamento infantil, como acontece, não raro com doentes mentais.

2 – E quando se trate de Espírito imaturo, desencarnado na infância, não seria interessante o esclarecimento que poderia receber?
Seria totalmente ocioso. Geralmente o adulto recém-desencarnado, sem nenhuma noção sobre a vida espiritual, enfrenta dificuldades de adaptação em virtude de seus comprometimentos com os vícios, as paixões, as ambições do mundo. A criança não tem esse problema.

3 – Por quê?
Ao reencarnar o Espírito adormece e somente começará a acordar para a vida física a partir dos sete anos, quando se completa a reencarnação. Até então não detém o comando de sua existência, nem a possibilidade de envolvimento com as seduções da vida física. Embora possa trazer tendências inferiores cultivadas em existências pretéritas, elas ainda não se manifestaram e nem o comprometeram, razão pela qual a criança é considerada o símbolo da inocência.

4 – E o que acontece com as crianças recém-desencarnadas?
São imediatamente recolhidas por familiares ou mentores, que lhes darão ampla assistência. Se são Espíritos evoluídos, retomam a personalidade anterior. Se de mediana evolução, conservam a condição infantil, que será superada com o tempo, como ocorre com as crianças na Terra. Podem, também, retornar à reencarnação.

5 – Isso significa que crianças nunca se manifestam em reuniões mediúnicas?
Pode acontecer, mas em caráter de exceção. Um Espírito evoluído que desencarnou em tenra infância, atendendo à sua programação evolutiva, já reintegrado na vida espiritual, poderá manifestar-se como criança, com o propósito de consolar seus pais.

6 – Como deve o doutrinador agir quando lidando com suposta manifestação de criança?
Conversar normalmente, mas com a sutileza de quem sabe que está lidando com uma das três situações a que nos referimos, dispondo-se a abordar o assunto com o grupo, após a reunião, para os esclarecimentos necessários.

7 – Há grupos espíritas que se dizem especializados em doutrinar crianças desencarnadas. Como situá-los?
Provavelmente estão sendo envolvidos por Espíritos mistificadores, que exploram a ingenuidade dos participantes. As pessoas emocionam-se quando um Espírito situa-se como uma criança que estava sendo judiada num antro escuro da espiritualidade, sem considerar o absurdo de semelhante ideia.
E onde estavam os mentores e familiares desencarnados, a permitir que isso acontecesse com um inocente?

8 – Além dos argumentos apresentados, que mais se poderia dizer para os que têm dificuldade em aceitar que crianças desencarnadas não precisam de reuniões mediúnicas para receber ajuda?
É significativo considerar que não há uma única manifestação de criança nas obras de Allan Kardec, principalmente em O Livro dos Médiuns, o grande manual de intercâmbio com o Além, nem nos livros de André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, onde temos a mais clara e objetiva visão do relacionamento entre o plano físico e espiritual.

Pinga Fogo – Richard Simonetti


(*) - Leonardo Paixão é trabalhador espírita em Campos dos Goytacazes, RJ, colaborando com amigos de Ideal no Grupo Espírita Semeadores da Paz.

NO ALÉM-TÚMULO NÃO SE MANEJA CONTAS BANCÁRIAS Jorge Hessen



Jorge Hessen
Brasília-DF


Sabe-se que Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook, e sua esposa, Priscilla Chan, doaram US$ 95 milhões para suas duas instituições de caridade, a Chan Zuckerberg Foundation e a CZI Holdings LLC. O valor, que será investido nas áreas de saúde, tecnologia e educação, soma-se aos US$ 285 milhões já doados pelo casal e reflete uma realidade comum entre os mais ricos do mundo: a filantropia como estratégia empresarial. [1] Para Stephen Kanitz a doação ou investimento que os bilionários fazem para a filantropia é uma alternativa de propaganda para as empresas que querem causar o máximo de impacto junto à opinião pública com poucos recursos. Em que pese ser presumível tal tática, não se pode ignorar que é uma estratégia elogiável e imprescindível.

O investidor bilionário George Soros declarou em um artigo publicado no jornal norte-americano Wall Street Journal que irá investir 500 milhões de dólares para ajudar a atender as necessidades de imigrantes e refugiados. [2] Bill Gates, cofundador da Microsoft, já doou US$ 31 bihões para sua instituição de caridade, a Bill & Melinda Gates Foundation, que beneficia movimentos pela redução da fome, pobreza e doença. Gates e Warren Buffett criaram, há seis anos, a Giving Pledge ("Promessa de Doação” em uma tradução livre") que incentivou mais de 190 bilionários a doarem pelo menos metade de sua fortuna, em vida ou na morte.

Larry Ellison, fundador da Oracle, criou em 1997 a Ellison Medical Foundation, que se dedica à investigação da biomedicina e melhorias de vida à população mundial. Ellison também se comprometeu a doar toda sua riqueza para a caridade. Carlos Slim Helu, dono da Telecom, já investiu mais de US$ 100 milhões em conservação ambiental no México, doou US$ 4 milhões para educação e também ofereceu um programa para que mexicanos fizessem pós-graduação na Universidade George Washington.

Michael Bloomberg, investiu US$ 53 milhões em um programa para recuperar a população de peixes no Brasil, Filipinas e Chile. A tradição da filantropia americana vem de longe. Cremos que Andrew Carnegie seja seu maior ícone e, de certo modo, definidor conceitual. Imigrante pobre, Carnegie fez fortuna na siderurgia americana, na segunda metade do século XIX. Em 1901, aos 66 anos, vendeu suas indústrias ao banqueiro J.P. Morgan e tornou-se o maior filantropo americano. Uma de suas tantas proezas, não certamente a maior, foi construir mais de 3 mil bibliotecas nos Estados Unidos. Em 1889, escreveu o artigo “The Gospel of Weath”, defendendo que os ricos deveriam viver com comedimento e tirar da cabeça a ideia de legar sua fortuna aos filhos. Melhor seria doar o dinheiro para alguma causa, ou várias delas, à sua escolha, ainda em vida. [3]

Alwaleed Bin Talal Al-Saud, príncipe da Arábia Saudita, é um dos homens mais ricos do mundo, pretende doar toda sua fortuna para causas filantrópicas. Em um comunicado em seu site, Al-Saud afirma que busca construir um mundo com mais tolerância, aceitação, igualdade e oportunidade para todos. O dinheiro vai para a Alwaleed Philanthropies, que tem parceria com a Bill & Amp; Melinda Gates Foundation, Carter Center e Weill Cornell Medical College, para reforçar os cuidados de saúde e de controle de epidemias pelo mundo. [4]

Jorge Paulo Lemann, considerado pela Revista Forbes o homem mais rico do Brasil, segue o mesmo discurso de Bill Gates de direcionar parte de sua fortuna a projetos sociais. Por meio da Fundação Lemann, investe na melhoria da educação no Brasil, oferecendo bolsas de estudo no exterior para talentos brasileiros e cursos para secretários municipais de educação, diretores e professores de escola pública.

Para os endinheirados, digamos, mais avarentos, brasileiros ou estrangeiros, segue aqui um alerta do mundo dos “mortos”. O aviso é do finado poeta Humberto de Campos: “se você possui algum dinheiro ou detém alguma posse terrestre, não adie doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós [no além-túmulo], em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque [contas bancárias].” [5]

Referências: 

[3] Disponível em http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/06/por-que-os-milionarios-brasileiros-nao-doam-suas-fortunas-universidades.html acesso 18/08/2016
[4] Disponível em http://www.infomoney.com.br/carreira/gestao-e-lideranca/noticia/4137147/principe-saudita-decide-doar-toda-sua-fortuna-mais-bilhoes acesso em 18/08/2016

[5] Xavier, Francisco Cândido. Cartas e Crônicas, ditado pelo espírito Humberto de Campos, cap. 4 “Treino para morte” Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1967