PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Caridade



O conceito “fora da caridade não há salvação”, divulgado pelo Espiritismo, encontra total apoio nos enunciados de Jesus, o Mestre. Em Mateus 25: 37 a 40, por exemplo, o encontramos anunciando inteiramente claro, explícito, e sem ambigüidade alguma, a caridade: “Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? _ Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? _ E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? O rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes”. 

Também o Espiritismo, em sua filosofia, propaga “fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, a exemplo do exposto no Evangelho Segundo o Espiritismo, capitulo XIII, item 4, Os infortúnios ocultos: (...) Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até à mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminando o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. À noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celeste: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem. 

(...) Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstancia leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. “Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém”. Falava assim Jesus. Afinal, não poderia o Espiritismo, o “Consolador prometido” divulgar outra moral a não ser a propagada pelo Cristo!.


Cachoeiro de Itapemirim, ES.
Domingos Cocco
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