PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A CONSCIÊNCIA NÃO JAZ SOB ALGEMA NA MASSA CRANIANA Jorge Hessen


Jorge Hessen
Brasília/DF

O pesquisador materialista afirma que a consciência humana (ou o espírito) é resultante exclusivo das funções cerebrais e está confinada no crânio. Para ele, quando o corpo morre a consciência (ou o espírito) desaparece. A rigor não existem proposições científicas academista que apóiem a sobrevivência da alma após a morte e muito menos a comunicação dos mortos.

Contudo, diante do acúmulo de fatos a exemplo da sensibilidade extrafísica de Chico Xavier, que não foram explicados pelas leis da natureza ou foram analisados algumas vezes como fraude, um grupo de cientistas metafísicos resolveu interrogar a ciência - e não os médiuns. A conclusão desses cientistas está contida no livro Irreducible Mind. A obra parte da lógica de que fenômenos como a mediunidade, a telepatia e experiências de quase-morte são indícios de que o velho modelo teórico vigente nos meios academistas é incompleto. [1]

Para o psiquiatra da Universidade da Virgínia (EUA) Edward Kelly, a ciência vem ignorando um princípio científico básico, o da “falseabilidade ou refutabilidade”, ou seja, todo cientista sério deveria estar sempre procurando um vácuo na sua tese - e não o contrário. Para Kelly a mediunidade pode ser um desses vácuos, por isso é plausível desvendar o mistério da consciência, que instiga filósofos e cientistas há milênios. [2]

Os pesquisadores clássicos acreditam que parte do problema está em considerar mente e cérebro uma coisa só. Porém, Edward Kelly propõe que o cérebro seja encarado como um aparelho de TV. A consciência seriam seus programas. Um defeito na TV (cérebro) pode alterar a qualidade da imagem, mas não o conteúdo dos programas (consciência). Ou seja, sem a TV, não podemos enxergar nosso seriado favorito, mas o seriado existe mesmo assim. Só não pode ser assistido. Funcionaria de um jeito parecido com a consciência: dependemos do cérebro para percebê-la, mas ela não está, segundo a proposta, encarcerada dentro do aparelho (cérebro). [3]

Essa realidade garantiria sobrevida da consciência além do corpo, abrindo a possibilidade de explicar a ideia de que a consciência segue vagando por aí após a morte e pode se comunicar com os outras consciências, vivas [encarnadas]ou não.[4] Kelly propõe que os cientistas tradicionais questionem suas convicções e prestem mais atenção em fenômenos hoje ignorados, como a mediunidade. 

Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Embora corpos individuais estão destinados a autodestruição, o sentimento vivo , a consciência , o "quem sou eu?" - É uma fonte de baixa voltagem de energia operando no cérebro. Mas esta energia não desaparece com a morte. Uma dos mais seguros axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ela pode ser criada mas não destruída ".[5]

Não existiríamos sem a consciência, aliás nada poderia existir sem consciência. Pesquisadores recordam que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente. A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente. [6]

Articulam alguns acadêmicos que a consciência é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu “titular” que o responsável foi ele. Assim sendo, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu que habita e controla o corpo é apenas o resultado da atividade cerebral que nos ilude. Então não há nenhum “espírito” na máquina cerebral.

Será mesmo? É óbvio que as muitas deduções dos múltiplos experimentos da neurociência reducionista são ardis da ficção. "A mente tem a dinâmica de um mosaico de luzes que se projetam pela consciência, que se contrai ou expande diante do que nos emociona."[7] Desse Universo abstrato "emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores." [8]

Há estudos consistentes que comprovam a total impossibilidade de se medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si, o que, aliás, já derruba todas as precipitadas teses materialistas. A consciência e a inteligência não são um curto-circuito nem o subproduto casual do intercâmbio de quaisquer neurônios. Enquanto a ciência demorar-se abraçada à matéria e não alcançar a dimensão do que não pode palpar, ver e ouvir, ficará ainda extremamente distante de tanger as imediações da verdade que investiga.

O atributo essencial do ser humano é sem dúvida a inteligência, mas a causa da inteligência não reside no cérebro humano, mas sim no ser espiritual que sobrevive ao corpo físico e pode se comunicar com o homem encarnado. Graças ao Espiritismo, no seu aspecto filosófico e experimental, está sendo possível construir a sólida ponte sobre o abismo que separa matéria e espírito. Os mortos podem ser ouvidos. Todo brado de coroados “nobeis” de ciência alça a sua voz para nos expressar a morte da matéria. 

Já é tempo de nos instruir ante os ensinos da ciência pós-mecanicista dos séculos passados e de nos livrarmos da camisa de força que o materialismo do século XIX infligiu aos nossos julgamentos filosóficos. Neurocientistas, “químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.”. [9]

Referências bibliográficas:

[1] Disponível em http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/afinal-e-possivel-ouvir-os-mortos acessado em 10/07/2016
[2] Idem
[3] Idem
[4] Idem
[5] Disponível em http://interligadonoticias.blogspot.com.br/2016/05/cientista-faz-revelacao-fantastica.html?m=1 acessado em 10/07/2016
[6] Idem
[7] Facure Nubor Orlando. Operações Mentais e como o Cérebro Aprende, disponível no Site www.geocities.com/Nubor_Facure acesso em 22/03/2013
[8] Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espirito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 1997, cap. 4
[9] Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz, “prefácio” do Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1999.

QUESTÃO DE FÉ

Luiz Carlos Formiga

Diversas evidências científicas apontam na direção da sobrevivência da alma após a morte do corpo. A inexistência de vida após a morte é defendida, no entanto, sem nenhum apoio científico. Até hoje ninguém provou que não existe vida depois da morte.  A afirmação é, portanto, uma questão de fé, como questão de fé é hoje a realização de pesquisas científicas nas universidades federais e estaduais brasileiras, literalmente de pires na mão.
No Rio de Janeiro nem os docentes-pesquisadores inativos foram poupados ficando, de pires na mão, sem poder pagar o plano de saúde. Podemos demonstrar que, apesar do descaso governamental com a pesquisa na universidade, ainda conseguimos produzir alguma coisa publicável em revistas técnico-científicas, até no exterior. Isso não conta após a aposentadoria. Plano de saúde é fundamental, embora já se tenha dito, antes do desastre, que “o Brasil não estava longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde.”
A alma ou espírito além de ser imortal, ainda pode atuar no plano material utilizando novos conhecimentos, adquiridos além-túmulo, empregando novas técnicas, inclusive da área médica. Foi assim que o Espírito desencarnado Dr. Frederick Von Stein retornando ao nosso plano material, com os recursos da ectoplasmia, possibilitou ao médico Paulo Cesar Fructuoso relatar uma cirurgia, feita pelo médico-espírito-materializado. Com o livro publicado, Dr Fructuoso pode fazer uma discussão “incrível” sobre “A face Oculta da Medicina”, com estudantes das Ciências Médicas. Diria que foi um grande desafio à incredulidade, ao niilismo. O niilista tem “fé”, pois ainda não provou que a vida termina com a morte do corpo.
O desconhecimento de que a morte do corpo não mata a vida, pode levar ao suicídio e foi por isso que nos lembramos do desconforto gerado entre profissionais de saúde, quando receberam a notícia da morte física do médico-escritor Pedro Nava.
Dr. Nava era formado pela Faculdade de Medicina da UFMG e se tornara autor de sete livros antes de dar um tiro contra a própria cabeça, aos 80 anos de idade. Muitos médicos são incrédulos em relação a possibilidade da continuidade da vida num plano espiritual. Por isso, na divulgação do encontro realizado no dia 4 de julho deste 2016, colocamos o título: “No CREMERJ desafiando a incredulidade”.
Conversando com a jovem Bruna Rocha, que preside a Liga de Oncologia Souza Marques (LION), após o evento, colhemos a exclamação espontânea e resolvemos utilizá-la como título: “Foi Incrível!”.
Escrevemos um pequeno texto onde indicamos algumas palavras-chave: medicina, espiritualidade, ideologia, incredulidade, fatos e argumentos. Nele parabenizamos o CREMERJ pela abertura e lembramos que na universidade poucos vão questionar: “would I, by any chance be a Spirit?”
O leitor já se questionou?
O Codificador da Doutrina Espírita relatou um caso de médico suicida, materialista que havia procurado a Faculdade de Ciências Médicas não por amor, mas por ambição e para se sentir superior diante de todos.
Esse comportamento é mais frequente do que eu imaginava na universidade, não apenas na área de saúde, principalmente após o doutorado. Mesmo que não tenham ainda orientado nenhuma tese de mesmo nível, em linha de pesquisa própria, sem pegar carona na do orientador. Imagine o que pode ocorrer depois?
Natural é a curiosidade que temos em saber como se sentem essas almas imortais, de ego envernizado, prepotentes e que mataram Deus, depois que deixam o corpo no túmulo.
Natural, quando estamos desconfiados de que também somos um espírito, uma alma imortal. Isso também é incrível!
Bom saber que não perdi parentes amados, que deixaram o corpo antes de mim. Quando os encontrar, creio que vou “morrer de novo”, não de susto, mas como o Djavan, “jurado pra morrer de amor”.