PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quarta-feira, 20 de abril de 2016

DEUS: CRIADOR E PAI


Fernando Rosemberg
  
As obras de Allan Kardec, sobretudo “A Gênese, os Milagres e as Predições” (1868-Feb), deixaram evidente que Deus não se encontra distante de Sua criação, pelo contrário, por Sua Infinitude ou Imensidade, Ele está Imanente a Tudo, fato relevante às conjecturas de que Deus se apercebe de nossas alegrias, de nossas tristezas, sofrimentos, dores e adversidades do cotidiano, que Lhe tocam as fibras mais íntimas por Sua Amorosa e Providencial Presença em Sua própria obra.

Ora, se Deus Existe, Ele Infinitamente nos Ama, havendo, pois, de Estar conosco, de Viver em nós, o que pode parecer um exagero ou uma inverdade para os mais descrentes da Presença de Deus em Sua Criação.

Mas vejamos algumas deduções do codificador:

“Deus É, pois, a Inteligência Suprema e Soberana, é Único, Eterno, Imutável, Imaterial, Onipotente, Soberanamente Justo e Bom, Infinito em todas as Perfeições, e não pode ser diverso disto”. (Opus Cit.).

Ora, em sendo Infinito em todas as Perfeições, poder-se-á deduzir que a Expressão do Amor em Deus é também Infinita, para Amar ao Infinito os inumeráveis filhos do Vosso Amor.

Mas vejamos mais:

“Achamo-nos então, constantemente, em Presença de Deus; nenhuma das nossas ações Lhe podemos subtrair ao Olhar; o nosso pensamento está em contato ininterrupto com o Seu Pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Estamos n’Ele, como Ele está em nós, segundo a palavra do Cristo”. (Opus Cit.).

E se Deus está no filho, por extensão, dir-se-ia, conquanto em tese: que Deus não só se Manifesta em Sua obra, mas nela Vive tanto quanto vivemos Nele mesmo, pois que Deus é Imanente a Tudo, se Manifestando em mim, em você, pois que Vive no filho, sendo mais Íntimo de mim, de você, do que o somos de nós mesmos!

Todavia, compreende-se Deus Absoluto, e, conquanto Uno Em Si, na expressão de um Deus dicotomizado pelas Pessoas de: Deus Transcendente e Deus Imanente na Sua criação, onde tais formas, paradoxalmente, se entrosam (=c=) e constituem uma Entidade Única tal como espécie de formulação matemática:

[(Deus Absoluto)=(Deus Transcendente)=c=(Deus Imanente)]

E, se Deus Transcendente, se define como Ser Pessoal, por sua vez, o Deus Imanente o definiria como Impessoal, como que uma Sua expressão no filho, que não só lhe impulsiona no tempo evolutivo como também lhe enriquece paulatinamente em Tudo, pois que o limitado filho está no Ilimitado do Pai, e, vice-versa, o Infinito Pai está presente no finito filho.

De tal sorte que não se pode afirmar que Deus não possa Contentar-se como também Entristecer-se, ou indo mais longe ainda, Sofrer com as dores do filho, pois que está nele como Ser Infinitamente Mais Sensível que o filho que tanto Ama e tanto lhe quer bem. Entretanto, dirão alguns que Deus, estando no filho, este filho não sente o Pai, não O vê e não O ouve, bem como não entende o Pensamento do Pai; o mesmo, pois, verificando-se em seu oposto, ou seja, Deus não sentiria o filho, não o ouviria e tampouco lhe compreenderia o pensar, o mais íntimo cogitar.

Quanta falácia: é óbvio que o filho sente o Pai; é óbvio que o filho O vê Manifestante em Sua obra, e, portanto, em si mesmo, que é filho espiritual, e que, portanto, não sendo obra do acaso, é óbvio que o Espírito-filho só pode ser herdeiro e filho do Espírito-Pai.

Estando claro, mais ainda, que o filho sabe do pensamento do Criador por Tudo quando se manifesta na Natureza, em Sua Ordem, Sua Justiça, Sua Lei: Providencial Solicitude do Pai; e sabe, mais ainda, que Ele está Presente e Manifesto nos textos constantes da Bíblia Sagrada onde se nos mostra, sobretudo, e, mais especialmente, na figura Excelsa do Filho Uno com o Pai, Modelo de Perfeição a que todos devemos visar.

Portanto, é de se supor que, de fato, Deus está conosco, Alegra-se conosco, como também Sofre por nossas dores por Ser Sensível a Tudo, e, pois, Sensível a mim, a você, e a todos nós filhos Queridos do Seu Imenso Amor, Ele que É Pai, Amoroso Criador.

O que significa, por tal conjectura, compreendermos uma forma mais humana de Deus no Mundo, no Universo como um Todo, na Sua criação.

De tal forma que:

Deus não está distante de suas criaturas, mas Vive com ela: ora se Alegrando, ora se Entristecendo, nesta complexidade mesma do Psiquismo humano que, em seu egoísmo, nem sempre atina para a Divina Presença do Pai em si, Pai que Infinitamente nos Ama, nos Protege e nos Quer Bem.

No mais, um grande abraço do amigo de sempre, e, para sempre:

Fernando Rosemberg Patrocinio:

Fundador de Casa Espírita Cristã, Coordenador de Estudos Doutrinários, Articulista, Palestrante e Escritor de diversos e.Books gratuitos em seu blog:

-filosofia do infinito-, ou, eletronicamente: