PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A Música no Centro Espírita


A música é uma reserva cultural do homem. Pode ela, entretanto, excitar, agitar, intranquilizar se grotesca, ou acalmar, tranquilizar, sensibilizar, se harmoniosa.
A propósito de sua utilização no Centro Espírita servirá para tranquilizar, harmonizar, sensibilizar.

Em mensagem publicada na revista “O Reformador” de janeiro de 1992, págs. 20 a 24, Bezerra de Menezes refere-se ao assunto: “(...) Não se pode, pois, permitir em seu seio festas, músicas de fundo não edificante, peças teatrais, aplausos, conversação tumultuada e não construtiva, discussões violentas, homenagens humanas, “comes e bebes”, reuniões sem disciplinas,  rifas, leilões, comércio, brincadeiras, competições, ataques a outras religiões, enfim tudo aquilo que não se concebe num hospital, junto a um leito de dor ou um santuário de oração. (...)”

Conclui-se assim, ser natural utilizar-se da música no Centro Espírita como preparação do ambiente, necessitando, porém, conciliar qualidade e harmonia para  conseguir-se tal intento.

Tendo alguém se dirigido a uma casa Espírita com a finalidade de ouvir uma palestra, fica sendo este o seu objetivo maior, não sendo bom que fique antes, a ouvir determinadas músicas que o coloque mais enterrado no mundo físico, dificultando-o atingir o seu propósito.

Se o tribuno comparece à casa Espírita preparado para apresentar o melhor das verdades do Consolador, poderá contar com a execução de músicas de qualidade que prepare os assistentes para ouvi-lo.  Entretanto, se lá encontra algum irmão que, ao contrário, esteja a apresentar coisas do dia a dia material, ou a improvisar canções que até relembram situações do cotidiano, nada encontrará que coloque os assistentes em condições de entender a sua mensagem.

No livro “Obras Póstumas”, de Allan Kardec, 20ª edição pág. 184, encontramos, do Espírito Rossini, a respeito da música, o seguinte: (...) “Sua explicação está toda neste fato: que a harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Este  sentimento existe  em certo grau, mas desenvolve-se sob a ação de um sentimento similar mais elevado. “Aquele que esteja desprovido de tal sentimento é conduzido gradativamente a adquiri-lo: acaba deixando-se penetrar por ele e arrastar ao mundo ideal, onde esquece, por instantes, os prazeres inferiores que prefere à divina harmonia”.

 “(...) Se o compositor é terra-terra, como  poderá exprimir a virtude  de que desdenha, o  belo que  ignora e o grandioso que não compreende? Suas composições refletirão seus gostos sensuais, sua leviandade, sua negligência. Serão ora licenciosas, ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas; comunicarão aos ouvintes os sentimentos que exprimirem e os perverterão, em vez de melhorá-los”.
“O Espiritismo, com o moralizar os homens, exercerá, pois, grande influencia sobre a música (...)”

           Não é prudente o improvisar na casa Espírita, muito embora devamos estar preparados para tal, quando o imprevisto aparecer. Porém, em matéria de música, a improvisação não deve acontecer, pois poderá excitar, agitar, prejudicar, ao invés de ajudar. Que os ensaios musicais fiquem reservados para os conservatórios de música!..

Se nos posicionamos no Centro Espírita para ouvir uma palestra, certamente que um orquestrado qualificado e harmonioso antes da mesma cai bem, por sensibilizar-nos, caso contrário, poderá excitar-nos, dificultar-nos atingir o nosso objetivo, qual seja, entender a palestra a ser proferida.

Cachoeiro de Itapemirim, ES.

Domingos Cocco
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Cachoeiro de Itapemirim – Estado do Espírito Santo