PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

terça-feira, 6 de outubro de 2015

União comemora Kardec (*)

 CEU-EspaçoCultural-Fundadores Casal Galves C.E.União C.E.U.-S.Paulo
CEU-MesaDirigentes-Palestra Perri Perri e Célia, com Chico.C.E.União-SP


O Centro Espírita União, bairro do Jabaquara, em São Paulo, promoveu sua tradicional homenagem a Allan Kardec, na noite do dia 5 de outubro. O palestrante convidado foi Antonio Cesar Perri de Carvalho que abordou o tema "O Cristo Consolador". Além dos dirigentes do Centro estava presente a presidente da USE-SP Júlia Nezu Oliveira. O visitante também gravou programa de TV "Além da vida", coordenado pela sra. Nena Galves, na TV Mundo Maior.

Na origem desse Centro cinquentenário, em uma das visitas a Uberaba, Chico psicografou uma mensagem de Dr. Bezerra de Menezes, incentivando o casal Galves à prática do culto no lar. Sem que Galves e Nena tivessem conhecimento prévio, o plano espiritual já preparava um novo núcleo espírita que mais tarde daria origem ao Centro Espírita União, com sede no bairro Jabaquara em São Paulo. Este Centro mantém extenso programa de atuação doutrinária e social e a Editora e Livraria CEU. No Espaço Chico Xavier, este Centro possui um museu com informações sobre eventos e com objetos relacionados com a longa convivência do casal Nena/Francisco Galves, com Chico Xavier, em Uberaba e em São Paulo. Em algumas visitas do Chico ao CEU, Perri e Célia compareceram.

No dia 8 de dezembro de 2014, encerrando as atividades das segundas-feiras do ano, o Centro Espírita União recebeu o então presidente da Federação Espírita Brasileira, Antonio Cesar Perri de Carvalho, para uma Noite de Autógrafos e palestra sobre o livro Fé e vida, de Espíritos Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, edição conjunta CEU/FEB.

Informações: http://www.centroespiritauniao.org/


Parábola do Mau Rico e Lázaro (Lucas, 16:19-31)


Arnaldo Rocha



Havia um homem rico
E que Lázaro só teve males,
Que se vestia suntuosamente
Estando agora na consolação;
E, todo e a qualquer dia,
E como tudo possuístes,
Se regalava intensamente.
Resta-vos, por fim, a consumição.


Estendido à sua porta,
Ademais, entre nós e vós
Um pobre jazia ulcerado,
Sempre um abismo existirá
Vestido miseravelmente
Tão grande, que de sorte
E de Lázaro era chamado.
Ninguém poderá atravessar.


Este queria se saciar,
E os que queiram passar
Porque com fome estava,
Daqui para aí  não o poderão,
Com as migalhas da mesa do rico;
Como também o contrário,
Mas ninguém lhas dava.
Daí para aqui, não o conseguirão...


Seu sofrimento era atroz;
No entanto, o rico lhe disse:
À morte estava condenado,
- Eu vos imploro, Pai Abraão,
E até os próprios cães
Enviai Lázaro a casa de meu pai...
Lambiam as feridas do coitado.
E continuou sua suplicação:


O rico, um dia, morreu
- Onde tenho cinco irmãos;
Tendo destino inclemente
A fim de que esta realidade
E foi levado ao inferno
Seja-lhes por ele atestada...
Por ter sido indiferente.
E prosseguiu com sinceridade:


Estando em tormentos,
- De modo que, também,
Olhou para o alto, de permeio,
Não venham para este ambiente
E viu, ao longe, Abraão
Tão repleto de tormentos...
E Lázaro no seu seio.
E calou-se, tristemente.


E gritando rumo aos céus,
Mas Abraão lhe retrucou
Ele clamou, dizendo assim:
Chamando-lhe a atenção:
- Oh! Meu Pai Abraão,
- Se tinham aos profetas e a Moisés,
Tende piedade de mim
Que os escutassem, então...


E enviai-me, então, Lázaro,
- Não, meu amado Pai...
Porque estou à míngua,
Disse o rico a Abraão:
A fim de que molhe o seu dedo
- Se tiverem contato como os mortos,
Para refrescar minha língua;
Penitência eles farão.


Pois que muito sofro
Abraão lhe respondeu
Estes extremados tormentos,
Rematando esta questão:
Por esta chama que me consome
- Se não ouvem a Moisés e aos profetas,
Nestes terríveis momentos.
Em ninguém mais eles crerão;


Mas Abraão lhe respondeu:
Ainda que algum dos mortos
- Lembrai-vos do acontecido,
- Acentuou Pai Abraão –
Que em toda vossa vida
Venha a ressuscitar,
Muitos bens houvestes tido,
Eles, também, não acreditarão.