PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quarta-feira, 22 de julho de 2015

As forças que nos regem

Jane Maiolo
“E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (2)

Qualquer reflexão sobre a arte de viver passa primeiro por um entendimento sobre o que é a vida.

Parafraseando o compositor Gonzaguinha questionamo-nos: E a vida o que é, diga lá meu irmão?

Ainda que passássemos toda nossa existência procurando desvendar as forças que nos regem, não conseguiríamos satisfazer-nos por completo e ainda assim continuaríamos nossa incessante busca pela felicidade.

Viver significa inventar uma fórmula para sermos felizes. Significa por outro lado aprender e apreender.

Somos seres extremamente moldáveis, flexíveis e adaptamo-nos facilmente às situações, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis.

Existe um conceito da psicologia chamado resiliência, esse conceito não tem sido muito divulgado no Brasil, mas vale a pena meditarmos.

Resiliência é uma capacidade inata para fazer as coisas corretamente, de modo que, não ficamos muito tempo presos em dadas situações, sejam elas positivas ou negativas, de alegrias ou de sofrimentos.

O ser resiliente é capaz de se tornar elástico, ou seja, se estica no calor das emoções, se encolhe nos momentos das dores, desespera nos arroubos dos sofrimentos, mas sempre sabe que é preciso retomar ao ser essencial que é.

A resiliência é uma força decisiva do princípio evolutivo do ser humano e é fator fundamental da nossa sobrevivência quando em condições fora da normalidade.

Não podemos ignorar que atravessamos tempos difíceis, onde perdas e danos nos fazem sofrer, mas é preciso reagir, precisamos fortalecermo-nos para preservar psicologica e emocionalmente o nosso mundo interior.

Temos capacidade de responder de forma mais consciente aos desafios e dificuldades, de reagir com flexibilidade e somos capazes de recuperarmo-nos diante das circunstâncias desfavoráveis em qualquer “departamento” da Vida.

Se tiver que chorar, sofrer, gritar, faça tudo isso de maneira digna. Não ignore seu sofrer. Não tente passar por herói, você não precisa disso. Você é um ser humano sensível e precisa aprender a “ser” humano. Precisa parar de querer se mostrar forte, duro, auto-suficiente. Você precisa aprender a ser resiliente, a sofrer quando for necessário e a se reerguer dos embates quando for preciso.

Recusar essa capacidade que temos é permitir sofrer demasiadamente e isto não é viver.

Não é preciso escondermo-nos por detrás de máscaras ou representar papéis (do tirano, do bonzinho, do forte, do calculista, do certinho), pois quando agimos assim distanciamo-nos de nós mesmos e perdemos o contato conosco.

Devemos nos permitir “ser” de verdade, viver de acordo com nossos princípios e convicções.

No mundo moderno só é feliz quem descobriu que o melhor jeito de viver é “inventar” a vida, de modo que, os embates da existência não nos “nocauteie”. Usamos tantas máscaras para nos esconder dos outros que, se fossemos analisados por profissionais seríamos catalogados como sendo portadores de personalidades múltiplas.

Deixemos as máscaras de lado e assumamos o roteiro traçado por nós, inventando nossa vida e tendo alegria de viver.

Temos um roteiro seguro que é o Evangelho do Cristo, mas temos que desejar viver em plenitude. Ouçamos o convite do Mestre que é sempre Modelo e Guia para nossa redenção: 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”


Referências:
(1)  Mateus 11:28-30

(2)  2 Timóteo 4:4-5

Jane Maiolo* É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Dirigente da USE Intermunicipal de Jales. Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP -Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita. janemaiolo@bol.com.br -

Histórico das CONBRAJEs – Confraternização de Juventudes Espíritas

Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

A postulação inicial para a realização de evento jovem reunindo a região centro do país ocorreu durante a Reunião da Comissão Regional Centro do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, nos dias 15 a 17 de maio de 2009, em Brasília. Na reunião plenária do evento, realizada na sede da Federação Espírita do Distrito Federal, o representante do Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Estado de Goiás Eduardo Vieira explicitou uma proposta neste sentido. Os integrantes da mesa – presidente da FEB Nestor João Masotti, vice-presidente Altivo Ferreira e o secretário geral do CFN Antonio Cesar Perri de Carvalho – manifestaram-se, em tese, favoráveis à realização de um estudo sobre tal proposta e consideraram a histórica experiência exitosa das Concentrações de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo (COMBESP), efetivadas entre 1948 e 1966. Aliás, os três citados integrantes da mesa participaram do referido conclave. Este evento teve muita importância no estímulo para a valorização de novas lideranças.1

O entusiasmo dos jovens da FEEGO se fez presente também quando uma caravana de 25 jovens, coordenada por Eduardo Vieira, diretor do DIJ daquela Federativa visitou a reunião do CFN, na sede da FEB, no dia 7 de novembro de 2010. Na oportunidade foram saudados pelo presidente da FEB, apresentados pelo presidente da FEEGO Aston Brian Leão, e o citado diretor do DIJ saudou o CFN. Também foram entusiasticamente saudados por vários membros do CFN.2

Por decisão do Conselho Federativo Nacional da FEB, em sua reunião de novembro de 2010, foi definido que “o tema juventude espírita deve ser amplamente analisado, levando-se em consideração os aspectos sociológicos, psicológicos, antropológicos e educacionais dos tempos atuais e suas relações e impactos com o Movimento Espírita; o tema será discutido na reunião dos dirigentes das Comissões Regionais já em 2011...”2

Na Reunião da Comissão Regional Centro do CFN da FEB, realizada em Vitória de 27 a 29 de maio de 2011, já se iniciaram os preparativos para a realização do então designado “1º Encontro de Juventudes Espíritas da Comissão Regional Centro”, apresentado pelo DIJ/FEEGO, o que foi aprovado na reunião dos dirigentes.3 Em seguida, em nível da Área de Infância e Juventude do CFN da FEB e presidência da FEB definiu-se uma designação genérica para tal evento, acrescentando-se o nome da região, por exemplo: Confraternização Brasileira de Juventudes Espíritas – Centro.

Finalmente, o evento inicial – a CONBRAJE-Centro - ocorreu na cidade de Goiânia, com patrocínio do CFN da FEB e apoio da FEEGO, em Goiânia, nos dias 30 de maio a 2 de junho de 2013. Compareceram ao conclave cerca de 400 jovens representantes das Entidades Federativas Estaduais do Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e também coordenadores de infância e juventude das Federativas de outras regiões do país. Na abertura ocorreram saudações do presidente da FEB, do secretário geral do CFN da FEB, do secretário da Comissão Regional Centro do CFN da FEB e dos dirigentes ou representantes das Federativas citadas. O tema central “Senhor, que queres que eu faça?” foi desenvolvido de maneira dinâmica com oficinas de trabalho, palestras e apresentações teatrais e musicais. Houve ambiente de muito entusiasmo por parte dos jovens presentes. Atuaram como expositores Sandra Maria Borba Pereira (RN) e o presidente da FEB, Antonio Cesar Perri de Carvalho.4

Como reflexo imediato, poucos dias depois, durante a 6ª. Marcha Nacional Em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto, realizada em Brasília, estavam presentes jovens ligados aos DIJs da FEB e da FEDF, os quais nos procuraram e comentaram: “Isso é efeito da CONBRAJE!”.

Nas reuniões das Comissões Regionais do CFN da FEB, durante o ano de 2014, já se definia a realização das CONBRAJEs Sul e Nordeste, respectivamente, nos Estados de São Paulo e Pernambuco, para o 2º semestre do ano de 2015 e uma proposta inicial para a CONBRAJE-Norte, para o ano de 2016.

O conjunto desses eventos juvenis e o protagonismo juvenil explicitado no documento “Diretrizes para ações da juventude espírita do Brasil”, aprovado na reunião do CFN da FEB, em novembro de 2013, poderão contribuir significativamente para a dinamização das juventudes e a integração delas no Centro e no Movimento Espírita.5

Fontes:
1) Carvalho, Antonio Cesar Perri. Juventude espírita: antecedentes históricos e primeiros tempos. Revista Internacional de Espiritismo. Edição de julho de 2015.
2) Ata da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional realizada em Brasília. Reformador. Edição especial de maio de 2011.
3) Reunião da Comissão Regional Centro. Reformador. Edição de agosto de 2011.
4) Confraternização Brasileira de Juventudes Espíritas – Conbraje. Reformador. Edição de julho de 2013.


(*) – Foi secretário geral do CFN da FEB de 2004 a 2012 e presidente da FEB entre 2012 e 2015 (entre interinidade e como efetivo).