PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Evolução Anímica (Jose Sola)



Infelizmente temos alguns confrades que não aceitam a evolução anímica, um grande numero deles, não aceita esta possibilidade de jeito algum, outros aceitam a evolução anímica, a partir do reino animal. Estes confrades se demoram fazendo uma ginástica terrível, buscando nas obras básicas do espiritismo, escritas por Allan Kardec, algo que prove seu conceito, e se demoram na letra, garimpando a procura de alguma informação de Kardec que lhes justifique o pensamento.

Mas Kardec deixou explícita a evolução anímica, e não a partir do reino animal, mas desde o reino do minério, no item 17 do livro dos espíritos, vejamos:

“Kardec (Livro dos Espíritos, Introdução, item 17): Se observarmos a série dos seres, percebemos que eles formam uma cadeia sem solução de continuidade, desde a matéria bruta até o homem mais inteligente”.

Parece-me que quando Allan Kardec afirma que os seres formam uma cadeia sem solução de continuidade, desde a matéria bruta, ele define a questão. Então ficar como desesperados a busca de informações nas obras básicas que justifiquem o conceito de uma evolução unilateral, em que cada reino da natureza, tenha um inicio e se extinga, é com todo respeito perder tempo. Seria impossível que Leon Denis, e outros sucessores de Allan Kardec hajam se apercebido desta realidade, e ele não. E mais depois de haver Kardec afirmado de maneira tão incisiva, quanto a evolução anímica, a partir da matéria bruta, se fosse dizer algo em contrario, teria que se retratar, e ele o faria, pois não era de seu feitio,   deixar duvidas a respeito  do que quer que fosse. Com certeza não se demoraria disfarçando seu equivoco com meias palavras, ele deixou bem claro a existência da evolução anímica, se alguém puder explicar estas palavras de maneira diferente, mas apresentando lógica que o faça, pois ele deixa bem claro a continuidade da evolução do ser desde o reino minério, ou como ele o diz, desde a matéria bruta.

E este conceito por apresentar uma lógica irrefutável, foi aceito também por outros grandes vultos da doutrina, e iremos apresentar a opinião de alguns deles, pois estes corroboram as palavras apresentas por Kardec. 
Herculano (Agonia das Religiões, pg. 109) - "Vemos assim duas linhas paralelas na filogênese humana: de um lado temos a evolução do princípio inteligente a partir dos reinos inferiores da Natureza, onde a mônada, a semente espiritual lançada pelo pensamento divino, desenvolve as suas potencialidades numa seqüência natural em que podemos perceber as seguintes etapas: o poder estruturador no reino mineral, a sensibilidade no vegetal, motilidade do animal, o pensamento produtivo no homem”.E ainda: "vivemos em espírito e pelo espírito, desde a pedra até o anjo” (Ciência Espírita e Suas Implicações Terapêuticas, pg. 124).
Jorge Andréa (Impulsos Criativos da Evolução, pg. 134): "dos minerais, passando pelos vegetais e animais, o Princípio Espiritual ganhará a fase hominal".
Manuel Portasio (Deus, Espírito e Matéria, pg. 125): "Quanto ao ser-fragmento, não existe motivo para que, justamente no momento em que ingressa nas Instâncias Existenciais dos Reinos da Natureza, salte esse primeiro reino" (mineral).

André Luiz “Evolução entre dois Mundos”, escrito pelo espírito de André Luiz, e neste livro André nos apresenta a evolução anímica, a partir das monadas, os protozoários, etc., esta é uma obra que define a evolução anímica, pois nosso amigo espiritual trata da evolução dos seres desde os primórdios da Criação.

Poderíamos fazer outros apontamentos, de outros vultos da doutrina espírita que defendem essa premissa, mas vamos supor que todos eles hajam se equivocado, inclusive Allan Kardec, então o melhor que temos a fazer, é apresentar argumentos que se sustentem a luz da lógica e da razão. E deixemos aos nossos amigos que com certeza estão atentos a estes parâmetros de aferição, pois são espíritas, para que verifiquem se, o que esta sendo apresentado é lógico e racional, se não for que respondam, sem perlengar, não basta dizer não é assim, pois eu acho que não é, este comportamento, esta postura, para um espírita conciso não  tem valor.

Uma grande parte dos espíritas, embora não mais aceitem a Criação a partir de Adão e Eva, em que Deus se demora a criar com mãos e mente, acreditam que Deus cria a partir do nada, e é por esta razão que acreditam que Deus criou o reino do minério, o reino vegetal, o reino animal e o reino humanoide, reinos estes distintos. Limitados a propiciarem o desenvolvimento dos elementos e dos seres, em seus estágios distintos, por exemplo, o reino mineral, permitirá aos elementos do minério o seu desenvolvimento, se é que acreditam exista este desenvolvimento, pois desenvolver o que, o desenvolvimento no reino do minério, implica no desenvolvimento do psiquismo. Pois a forma característica da matéria bruta continuará a mesma, o ouro, o ferro, o alumínio, a prata, etc., não sofreram e não sofrerão modificação alguma através dos milênios. Mas se este psiquismo não vai continuar sua evolução no reino vegetal, então esgotado o período de vida do planeta, este ou se desintegra, com o mesmo, ou permanece a divagar no universo, sem finalidade alguma. E como pretendem que o reino vegetal, animal e hominal sejam reinos distintos, criados para atender uma finalidade limitada na vida, a situação não se modifica, exceto no homem, pois este continua evoluindo, conquista a condição de anjo, arcanjo, Serafim, etc.

Se fosse verdadeira está possibilidade de Deus haver criado os reinos da natureza distintos, sem uma correlação ininterrupta na evolução, a Lei Divina seria falha, como explicar o sofrimento a dor porque passam os animais, e isto é um fato, todos nós sabemos que eles sofrem tanto quanto o homem. Sabemos que o animal ama, é inteligente, sente remorso, como por exemplo, a fêmea do João de Barro, se deixa morrer asfixiada em sua casinha, por haver se relacionado com outro parceiro, se não sentisse remorso, tentaria fugir, mas aguarda resignada o seu fim. O homem quando sofre, ama, e trabalha, colhe as bênçãos da evolução, e para este está reservada a evolução na eternidade; porque para o animal estaria reservado o triste fim de servir de repasto a mesa do homem eternamente? Onde neste caso a justeza, a equidade da Lei divina?

Mas a dificuldade em aceitar a evolução anímica, a partir do reino mineral, passando pelo vegetal, animal, para conquistar o reino humanóide, acontece porque muitos confrades espíritas, ainda acreditam em um Deus monoteísta, um Deus que cria com mãos e mente, a partir do nada, esquecidos, ou talvez até despercebidos mesmo, que o nada é inconcebível, por mais nos esforcemos na tentativa de explicar o nada, jamais o conseguiremos. Antes do avanço da ciência, e principalmente da equação da relatividade por Einstein, acreditávamos que o universo espaço tempo (infinito) fosse um vazio, uma abstração, entretanto hoje sabemos, de que o espaço infinito é composto de partículas atômicas, que nos escapa por hora a capacidade de observação, e que o mesmo está repleto de uma infinidade de corpúsculos atômicos, tais como, os quarks, os neutrinos, os prótons, os nêutrons, os mesons, e seus opostos, ou seja, corpúsculos anti-matéria. Pelo que vemos o universo espaço tempo (infinito) além de ser um elemento definido, composto de matéria em outra dimensão, por ser constituído de partículas atômicas é que possibilita aconteçam os buracos negros. Um buraco negro acontece com o ferir do espaço tempo, quando uma estrela da categoria A ou B, explodem lançam parte da matéria para o espaço, entretanto, devido a força gravitacional desse corpo ser imensa, ele implode, para fazer-me entender, ele rompe a constituição do espaço infinito, e acontece o buraco negro.

Quando a ciência apresentou a premissa da grande explosão, a teoria de Big Bang, em que esta pretendia o inicio do universo, a partir de quinze bilhões de anos, alguns confrades mais afoitos e menos afeitos a lógica, abraçaram essa teoria, e temos muitos espíritas que escrevem tentando justificar a mesma, entretanto está é insustentável. Vamos primeiramente afirmar que a própria ciência o desmente como vimos um buraco negro acontece a partir da explosão de uma estrela de primeira magnitude, parte da matéria explode e se espalha no espaço tempo, mas devido a força gravitacional, ser imensurável, acontece a implosão, e forma-se o buraco negro. Raciocinemos de forma lógica, quando da explosão de um corpo sólido de matéria, que estaria possibilitando formar os mundos e sois que conhecemos, mas existem ainda astros e mundos, que nos escapam a percepção, ao alcance da visão, mesmo utilizando telescópios poderosos, - isto nos deixando quedar na premissa equivocada, de que o universo é finito, pois o universo é infinito - o tão afamado ovo cósmico, agrupando toda está matéria, com certeza, sem forçar muito o raciocínio, este nos diz que antes de se formar o universo, haveria acontecido um buraco negro de proporções inimagináveis. Além do mais, este corpo já existia no universo espaço tempo, e é evidente que já existiam duas modalidades de ser do universo, e quanto ao lado filosófico, para nós que somos espíritas, pois os cientistas que desenvolveram esta premissa o fizeram na tentativa de demonstrar que Deus não existe que o universo é a resultante de uma casualidade, onde estava Deus antes de criar o universo, o espaço tempo não existia, o universo matéria tampouco; será que Ele se demorava no nada?

Talvez algum confrade no desejo de justificar esta teoria, me responda, Deus se demorava habitando um momento diferente de ser do universo, que nos escapa a percepção, vamos aceitar esta possibilidade, mas este momento de ser desconhecido, seria o universo, mesmo assim não dá para aceitar a criação do mesmo a quinze bilhões de anos. Preferimos concordar com Einstein, espaço, tempo, matéria e energia, não passam de uma única e mesma coisa, então somos levados a concluir que o universo é eterno, tanto quanto Deus, por mais que nossos confrades otordoxos se esforcem, - e como são esforçados, - não conseguirão provar que o universo foi criado, seja a quinze bilhões de anos, ou trilhões, ou a qualquer momento da eternidade, o universo é eterno quanto Deus.   

A concepção de um Deus monoteísta nos leva a crer em um Deus que se demora externo ao universo, não definem onde se localiza a inteligência primária de todas as coisas, talvez imaginem, esteja localizado no centro do universo, mas se o mesmo é infinito, como definir o centro do infinito, uma figura geométrica, um corpo mensurável, nos possibilita definir seu centro, mas o universo é infinito, imensurável, então esta possibilidade fica destituída, Deus esta no centro do universo sim, mas não centro espacial, e sim centro de irradiação e de atração. Ou provavelmente acreditem Se demore em uma estrela de primeira grandeza, mas todos os corpos materiais morrem, e uma estrela embora perdure milênios, um dia vai se desintegrar, e neste caso, Deus passaria a ser um efeito, pois quando da morte da estrela em que se demorasse a habitar, teria que se mudar para outra, como vemos a crença em um Deus externo ao universo, não tem consistência, não se sustenta pela lógica e pela razão.

Entretanto se modificarmos a nossa crença, e em vez de acreditarmos em um Deus Monoteísta isto é externo ao universo, criando com mãos e mente começarmos a crer em um Deus Monista, um Deus que manifesta que exterioriza a vida no universo, com certeza tornar-se-á simples entendermos a evolução anímica, pois não nos demoraremos mais acreditando que Deus cria algo a partir do nada, como vimos o nada é inconcebível, e entenderemos que o universo é um eterno vir a ser, que nada se cria tudo se modifica e se transforma que a vida é Deus. E demorando-se no absoluto, Ele contem em si todos os atributos divinos, aqueles que já entendemos que existem, e infinitos outros que sequer temos concepção, e, compreenderemos que nós somos vidas derivadas da suprema Vida de Deus.

Nós somos a resultante da maturação da substância, ou conforme Kardec Fluido Cósmico, ou ainda Plasma divino do Criador, conforme André Luiz somos como nos informa Kardec, em o Livro dos Espíritos, centelha divina de Deus. Em outras palavras a substância é o plasma divino do Criador, é a semente que encerra os infinitos fenômenos que se manifestarão na eternidade, estes se demoram em potenciação, aguardando o momento de se exteriorizarem, e com certeza este momento quem o define é Deus através de sua vontade augusta e soberana.

A substância como já o vimos em outros textos por mim escritos, é a matéria prima que se manifesta no universo ora como matéria ora como energia, matéria é energia em movimento, em velocidade, em aceleração, energia é matéria degradada ou decomposta. Ao viver este processo de mutação, ora como matéria, ora como energia, é que a substância matura-se e exterioriza o psiquismo, ou centelha divina do Criador, este psiquismo vai se adequar ao reino do minério, tornando-se o eu diretor dos elementos que pertencem a esse reino, pois longe de ser a matéria bruta, como o acreditam alguns confrades, destituída de vida, a mesma possui um principio psíquico, alias é este psiquismo que permite a matéria tome forma. E mais já obtivemos através da ciência, informações que o minério exterioriza uma força de atração e coesão, pois o imã manifesta o magnetismo, a pedra de radio, a energia, etc., e eu não sei por que meus confrades estranham tanto está possibilidade, pois Kardec nos fala da alma da terra, nós somos informados que nosso planeta, tem um principio psíquico, um corpo energético e fluídico que lhe define o tamanho, e a forma. Enquanto na substância nos demorávamos ainda como plasma do Criador, entretanto, com a maturação da mesma, iniciamos o caminho que nos conduzirá a individualidade, pois no reino minério, ainda nos demoramos vivendo uma condição genérica, quando quebramos uma pedra de imã, o principio psíquico se divide, ambas as partes continuam carregadas da força magnética, não aconteceu ainda a individualidade.

Individualidade significa entre outras coisas: ser indivisível, personalizar-se, particularizar-se, enfim, distinguir-se em relação a espécie a que pertence, orgânica ou inorgânica. No reino do minério, o psiquismo se particulariza, se distingue em relação a espécie a que pertence, no entanto, não é indivisível.

Quando pegamos uma grande pedra de granito, ela se demora particularizada, distinta definindo a espécie, no entanto, ao quebrarmos está pedra em vários pedaços, estamos dividindo, não apenas a matéria, mas também a parte energética, o princípio psíquico. Não fosse assim, teríamos que admitir que, estes pedaços de pedra estariam destituídos do princípio psíquico, ou que este, se deixara ficar junto ao maior demorando-se os demais sem energia vital, sem o princípio de atração; em outras palavras, sem o psiquismo a matéria degenera-se, perde suas propriedades.(1)                          

Há casos em que ao desprender-se o psiquismo da matéria, está sofre mutações, as quais lhe permite perdurar por um período razoável de tempo, antes de desintegrar-se; como por exemplo, a árvore que depois de morta se transforma em madeira, no entanto, suas propriedades, tais como seiva e essência, destituirm-se, um exemplo evidente, de que o minério ao ser dividido, conserva o princípio psíquico em cada uma de suas divisões, é o imã. Pegamos uma barra deste minério, a dividimos em várias porções, no entanto, ao aproximarmos uma as outras, variando as facções teremos em todas elas as polaridades definidas; pólos de sinais iguais se repelem, pólos de sinais diferentes, ou seja, pólo positivo e negativo atraem-se. Como visto, no reino do minério, não se fez ainda a individualidade do psiquismo, que se demora dormente por bilênios, e bilênios, aguardando o momento que lhe concederá a benção de sonhar.

Depois de haver percorrido esta etapa bilenar dormitando, começa a viver por processos evolutivos, a transição do reino mineral para o reino vegetal; então a alma começa a sonhar.

A transição do reino mineral para o vegetal, não se faz por processos abruptos, aonde o psiquismo que vem vivendo seu curso evolutivo, ininterrupto, gradual no minério; num repente, passe a ser o psiquismo da planta.


Existem elementos intermediários entre estes dois reinos, elementos estes que funcionam como verdadeira ponte de transposição.


Se nos demorarmos no egocentrismo, que ainda domina uma grande parte dos seres humanos, admitindo que só a Terra contenha vida, torna-se difícil aperceber está realidade; embora haja mesmo na Terra, elementos que vivem a função de ponte transitiva, como por exemplo, os musgos diversos que nascem a beira mar ou as margens dos rios, entre as pedras; no entanto, compreendendo que existem outros mundos habitáveis, se nos torna mais fácil esta concepção.

O psiquismo, princípio de individualidade, exteriorização energética maturada, a partir da substância, segue seu curso, impulsionado pela evolução, percorrendo os diversos reinos da natureza de forma ininterrupta, contínua, no infinito da eternidade.

Verdadeiramente, no vegetal alma a começa a sonhar. O psiquismo no reino vegetal alcança uma desenvoltura mais ampla de suas potencialidades; a sensibilidade que no minério dormitava, acorda; a manifestação do amor que no minério se fazia por princípio de afinidade, desenvolve-se, amplia-se, a inteligência que no mineral se demorou em estado latente, ordenando a atração e coesão dos elementos em suas multiformes modalidades de ser, desponta no vegetal, numa semi-individualidade instintiva; o sexo que no reino minério era a atração, na planta passa a viver o princípio fecuntativo; sabemos que o processo sexual das plantas se realiza pelo pólen que os insetos das mais variadas espécies, de forma mais específica as abelhas, quando pousam nas flores para extrair desta o néctar, transportam e depositam os gametófitos masculinos nos pistilos das plantas fêmeas.

A sensibilidade das plantas se faz apresentar de forma inegável, existem plantas que murcham a um olhar magnético, da parte de uma pessoa de vibrações negativas; tanto quanto, se tornam viçosas, crescem melhor, quando envoltas de vibrações positivas. As mulheres se aperceberam de forma intuitiva da capacidade de captação fluídico-magnético das plantas, a ponto de colocarem algumas destas, quase sempre as mais sensíveis, tais como: comigo ninguém pode, espada de São Jorge, arruda, guiné etc., na intenção de protegerem seus lares.

É evidente que, ao optar elas por colocar estas plantas em seus portais, não sabiam os processos pelo qual as mesmas captam as energias negativas, no entanto, intuitivamente disto se aperceberam.


Quanto a sensibilidade, na captação de vibrações positivas, sabemos que, quando transmitimos essas vibrações as plantas, elas crescem viçosas. Quando conversamos com a mesma, é evidente que ela não nos compreende a palavra, no entanto, assimila nossas vibrações positivas, através da sensibilidade que possuem, através dessa sensibilidade, a planta manifesta seu amor. Sabemos através de experiências científicas, que as plantas se sensibilizam, manifestando uma vibração que outro nome não podemos dar, senão amor.

Backster, em seu apartamento a Rua Time Square, em Nova York, com dispositivos apropriados, colheu informações que confirmam esta realidade.

Ligando um galvanômetro a planta, onde em um determinado momento, um dispositivo estaria a disparar, despejando camarões vivos numa panela de água fervente, ausentou-se do local para certificar-se de que sua energia mental (ideoplastia), não afetaria a experiência.


Ao regressar, após um tempo decorrido, verificou que no gráfico traçado pelo galvanômetro, no papel quadriculado móvel, havia um movimento brusco, que acontecera exatamente no momento em que os camarões foram despejados na água fervente(2).

Quanto a inteligência das plantas, sabemos que quando a planta encontra pedras em suas raízes, esta muda as mesmas, de raízes sugadoras do alimento e água do solo, para raízes escavadeiras, no anseio de sobreviver.

Sabemos ainda que, quando mudamos a escora em que uma trepadeira em que esteja subindo, a mesma muda sua direção em busca da escora em sua nova localização, Backster, Peter e Christopher, após muitos anos de estudo a respeito das plantas, chegaram a conclusão que as mesmas são sensíveis, memorizam experiências de prazer e dor, sentem afeto e medo, tem inteligência e vontade.

Mas, mesmo havendo se desenvolto o psiquismo no reino vegetal, ampliando suas potencialidades; não alcançou ainda sua individualidade, arrancamos um galho de uma planta, o replantamos, (clonagem) e deste uma nova planta acontece.

Ao arrancarmos de uma planta um galho, é natural crermos que não estivemos extraindo apenas a parte física (matéria), mas também, a parte psíquica, pois sem o psiquismo que é o eu diretor, coordenador do ser, com certeza a parte extraída da planta morreria, ainda não aconteceu a individualidade no reino vegetal.  

Após haver sonhado por muitos bilênios, o psiquismo, impulsionado pela lei de evolução, começa a se agitar.     

 Parece-nos que os infinitos insetos que se desenvolvem na natureza vivem uma função mais importante do que o homem lhe atribui, pois na estreiteza de visão, na pobreza de sensibilidade, nos faz crer, que os insetos sejam nocivos, não encerram finalidade alguma; quando deixamos de ser um repolho rechonchudo, nos questionamos do porque da existência dos mesmos, no entanto, para muitos deles não encontramos finalidade.

No entanto, sendo Deus a fonte originária da vida, poderia está fonte que é o infinito amor, a inteligência infinita, causa primária de todas as coisas, originar vidas que não tivessem finalidade.

Se estes insetos não trouxessem como fonte de alimentação da vida Deus, se não fossem a resultante da evolução do psiquismo a partir da maturação da substância, de que fonte proviriam?

Ainda mais quando nos apercebemos de suas sensibilidades, de seus movimentos e ações inteligentes? Acreditamos que é no mundo dos insetos que o psiquismo principia a agitar-se, manifestando-se em busca da individualidade.

No mundo das plantas o psiquismo se demora generalizado, uma planta não vive a individualidade. Acreditar que esse psiquismo ao viver a transposição do vegetal para o animal, após haver-se demorado por bilênios neste reino, conquiste a individualidade num repente de forma miraculosa, é deixar de entender que a natureza não da saltos, na natureza tudo se modifica e se transforma lenta, continua e ininterruptamente, seguindo o curso da evolução.


No entanto, não estamos afirmando seja um inseto o resultado do psiquismo individualizado e sim o produto que o conduzirá a isso.(3). No mundo dos insetos, essa individualidade acontece na associação de conjunto; as partículas psíquicas que no vegetal originam as variedades de plantas extraídas como mudas, passa a viver então neste reino um continuísmo de maturação, porém obedecendo ainda a um princípio sensitivo e inteligente que se manifesta de forma coletiva.

As formigas, as abelhas, vivem o instinto de operosidade, de ordem, e de harmonia de conjunto, no entanto, cada elemento constituinte deste conjunto, se demora obediente a um princípio diretor que determina ao elemento suas funções.

O princípio diretor, que rege as manifestações inteligentes e sensitivas, no vegetal, tanto quanto, nos insetos, onde a individualidade do psiquismo ainda não aconteceu, é a centelha divina, que em busca da individualidade que contém esses psiquismos inteligentes, embora regidos de maneira inconsciente sustenta a vida inteligente desses elementos.

E isto nos parece estranho e fantasioso mesmo, mas, como retro informado, este mecanismo continua existindo mesmo após a conquista da individualidade, quando os diversos órgãos, e glândulas continuam a exercer uma função independente de nossa vontade.

Mas importa esclarecer aqui, que este principio psíquico, não é o principio psíquico generalizado que se manifesta na vida nos mais infinitos fenômenos do universo, embora faça parte do mesmo, entretanto, este se desenvolve em simbiose com o espirito através da evolução anímica, desde o reino do minério.

Não nos esquecendo, entretanto, de que estamos contidos em Deus, em um principio de unicidade, em uma simbiose divina, e de que não existe está dissociação que aqui apresentamos está dissociação, responde apenas a uma necessidade de estudo.


Em o texto “A Maturação do Átomo” apresentamos informações sobre o psiquismo generalizado, e para corroboramos essa premissa, apresentamos o capitulo O Sublime Visitante de o livro “Obreiros da Vida Eterna” de André Luiz, extrapolando essa maravilhosa revelação apresentada por esse espirito.

E em textos posteriores estaremos sequenciando e explicitando melhor está premissa, esclarecendo a manifestação do psiquismo generalizado como manifestação de Deus na vida, atuando como um principio inteligente, que também se individualiza, e é eterno, pois é uma essência do Ser Supremo da Vida.

Obedecendo a um princípio determinante da evolução, que se manifesta no Universo, a substância que contém o eterno vir a ser no absoluto, numa unicidade de princípios, vai libertando essas potências devido a maturação que sofre, como visto, sem saltos abruptos, permitindo que a individualidade do psiquismo se exteriorize.

Nos infinitos mundos que compõe o Universo, incluindo a Terra, compondo a unicidade do mesmo, é que esses elementos (insetos, moluscos e outros), que se demoram obedientes a um principio comum, manifestando-se de forma coletiva, passam por um princípio de unificação ou simbiose; então o psiquismo se individualiza.

Se analisarmos com propriedade, as similitudes dos órgãos dos insetos, como também dos moluscos, com os dos animais e mesmo com os do homem, não podemos negar, sejam eles a ponte de transposição do vegetal para o animal(7, para quem conheça está matéria, quem se aprofundou no estudo dos insetos, esta questão fica clara.  A alma agita-se, a vida freme nas entranhas do psiquismo.


Em nos detendo a auscultar com propriedade os animais, seus órgãos, as funções que estes órgãos desempenham, seja no campo da filosofia ou da anatomia, com mente de livre pensador, sem pensamentos pré-concebidos, não há como não nos apercebermos da similitude destes órgãos, como também das funções que eles desenvolvem; com os órgãos humanos e suas funções.

A composição química, a estrutura celular, o processo de fecundação, a lei que determina o crescimento do ser, não difere em sua aplicação, no animal quanto no homem.

No homem, o cérebro, tanto quanto o sistema nervoso, é constituído de células de neurônios, vive a função de permitir que a inteligência se manifeste por seu intermédio; no animal, com exceção de serem menos desenvolvidos, o cérebro e todo o sistema nervoso é também constituído de células neurônais, permitindo a manifestação da inteligência.

Na fase atual da evolução em que nos demoramos, duvidar da inteligência do animal, é assumir a condição absoluta de ignorância(4). O animal não vive apenas a inteligência, mas também a iniciativa própria.

Em um programa de televisão, apresentaram um macaco que estando preso em uma jaula não conseguia alcançar uma banana por estar esta distante. Este macaco apossou-se de uma vara que estava ao seu alcance, puxou a banana até onde seu braço pudesse alcançar e saboreou-a.

Pode-se em sã consciência negar a manifestação da inteligência associada a iniciativa?

Em outro programa de televisão o "Fantástico", a alguns anos passados, apresentaram um macaco, que era a peça principal do circo, no entanto com o correr dos anos envelheceu e resolveram substituí-lo. Como represália, enforcou-se em sua própria jaula. Como negar a inteligência e o amor próprio na atitude deste macaco?

O coração, verdadeira bomba, movimenta em 24 horas, sete mil litros de sangue irrigando nosso corpo, funcionando aproximadamente 100 anos de forma ininterrupta, com válvulas que se abrem e fecham com precisão matemática. Este órgão, embora não seja a fonte geratriz do amor, como o cérebro não o é da inteligência; no entanto é por seu intermédio que o amor se manifesta. Não há como negar que quando vivemos fortes emoções, tristes ou alegres, este órgão é sensibilizado por essas emoções.

O animal possui este órgão, embora não fisicamente idêntico, no entanto, a similitude com o coração humano é muito acentuada.

As funções são as mesmas, movimentar o plasma sangüíneo, irrigar o corpo, manter a vida. Não há como negar, o sentimento de amor manifesto no animal.

 Uma mamãe tigre pode ser feroz com animais de outras espécies, no entanto, é extremamente amorosa para com seu filhote, amamentando-o, até que este não se possa sustentar.

E como negar a correspondência amorosa dos animais domésticos para conosco, quando lhes fazemos carícias? .

No campo da genética, vamos nos aperceber ainda, da similitude de funções, embora os órgãos difiram fisicamente. Estes órgãos permitem ao animal, tanto quanto, ao homem, a manifestação do prazer, no entanto, são eles os meios propulsores da evolução, propiciando pela fecundação a benção do renascimento, seja no reino animal ou hominal.

Na mulher, a fecundação acontece do encontro do óvulo que foi liberado pelo ovário, com o espermatozóide que o fecunda na terça parte das trompas de falópio, vivendo a partir de então a duplicação das células, para finalmente nidar-se na parede uterina desenvolvendo então o embrião, que se transforma em feto.

Na fêmea animal, embora haja pequenas mudanças nas funções genéticas, no entanto, há ovários e útero desempenhando a função fecuntativa, que permite a continuação da espécie.

Há como negar esta realidade de similitude entre a genética humana e animal?

Sentir dor, não é exclusividade do homem, o animal a sente com tanta intensidade quanto este. Vemos que o carneiro quando vai ser sacrificado se apercebe, até mesmo com antecipação e derrama lágrimas; o boi quando levado ao matadouro para o sacrifício mugi; o suíno quando morre apunhalado, grunhe desesperado; o cão quando espancado, ladra de forma dolorida. Como negar a sensibilidade da dor no animal?

Se há uma similitude anatômica e biológica, na formação dos órgãos físicos dos animais com os do homem, onde tudo deixa transparecer uma evolução destes, do animal ao homem.

Se estes órgãos exercem no animal, as mesmas funções psíquicas e biológicas que no homem, exceto que de forma mais imperfeita. Como negar ser o homem a resultante dessas experiências todas vividas no reino animal?

A transposição do reino animal para o humanóide, não se faz abruptamente, onde do macaco se passa para o homem, na condição de inteligência em que nos encontramos na atualidade.


Dizemos do macaco para o homem porque tudo leva a crer que assim o seja, pois embora existam outros animais inteligentes, tais como, o elefante, a foca, etc., o macaco é o que mais se aproxima do homem, não só na inteligência, como, também anatômica e biologicamente.

A transposição do animal para o homem tem seu continuísmo nos primatas da Terra, nos homens primitivos que habitaram o planeta, tais como os homens Eréctos, Sapiens, Neandenthal, etc...

Ao revermos a história da humanidade, nos apercebemos com clareza, que os primatas, não diferenciam muito em seu comportamento, seja na manifestação da inteligência, no processo de comunicação, ou na configuração anatômica, do comportamento do macaco.

Mas há ainda o silvícola da Terra, este embora já esteja muito avançado na desenvoltura da inteligência e mesmo do amor em relação aos homens da pré-história, é ainda o continuísmo evolutivo dos homens primitivos. Nas diversas tribos primitivas que existiram na Terra e algumas delas ainda existem, no entanto, em fase de extinção; encontramos o "eu" psíquico que se demorou vivendo experiências no homem das cavernas, em fase transitiva para o homem civilizado.

Sem que houvessem outros mundos habitados, esse continuísmo evolutivo seria impossível, pois os primatas da Terra não existem mais, os silvícolas do planeta estão em fase de extinção, não havendo mais na Terra, ponte transitiva do reino animal para o humanóide.

Para que façamos a transposição do reino minério para o vegetal, gastam-se bilhões e bilhões de séculos; do reino vegetal para o animal, outros tantos; do animal para o humanóide o psiquismo percorre por bilênios, caminhos que lhe vai consolidar as experiências deste reino, automatizando umas e ensaiando outras, para só então despertar no homem.

Como visto a possibilidade de havermos sido, nem diremos mineral ou vegetal, mas animal na Terra, esta descartada, pois a Terra tem apenas quatro bilhões de anos segundo a ciência, e como visto se consome muitos bilhões de anos, para a transposição do reino animal para o humanóide.


Pretender duas linhas paralelas na evolução dos seres é desconhecer o princípio de unicidade da vida a manifestar-se no Universo. Admitir que este princípio psíquico, fruto da maturação da substância, haja vivido percursos bilenares para atingir a condição animal e ter cerceada aí sua evolução, é pretender limitar a lei evolutiva. Se a evolução do animal estiver limitada, pelo já visto da similitude que existe entre este e o homem, na exteriorização da inteligência, na manifestação do amor, na sensibilidade da dor, etc, a Lei Divina fica seriamente comprometida.

Ao homem, a dor, buril de que se utiliza o Artífice supremo da vida; o trabalha no campo da inteligência, na manifestação do amor, tendo como recompensa a felicidade e a luz no infinito da evolução, pois a evolução do ser vai ao infinito.

No homem, a dor, é instrumento de burilamento e perfeição; porque haveria que ser esta, um meio de punição e castigo aos animais?

Mas, na economia da vida, a Lei Divina, se manifesta amorosa, equitativa e sabia, sem parias ou favoritos, nas glorias da Criação.

Para eliminarmos as dúvidas de alguns confrades espíritas, que se esmeram no intento de negar a evolução do psiquismo, a partir do reino minério, percorrendo os reinos, vegetal e animal, para conquistar o reino humanóide; extrapolamos Leon Denis, e vamos fechar a questão com chave de ouro, repetindo as palavras de Emmauel:

 'E o animal te confessará': ' Vivo debaixo do teu arbítrio e fazes de mim o que desejas, por séculos, porque devo sofrer-te as ordens, sejam quais sejam, para que eu possa um dia, sentir como sentes e pensar como pensas.(5)                                                                                                              



Referências:

(1) Vemos esta realidade acontecer com bastante clareza no vegetal, tanto quanto, no animal, racional e irracional. Quando arrancamos a planta, o psiquismo se desprende, a vitalidade da mesma se esvai, o vegetal seca, apodrece. No animal tanto no homem, quando o psiquismo ou o espírito se desprende do corpo, este se degenera, desintegra-se.

(2) Ver o livro "A vida secreta das plantas"

(3) Não nos demoramos a descrever a similitude de funções de órgãos ou membros dos insetos e moluscos com os do homem, porque nossa literatura já o descreve com muita propriedade.

(4) Ver "Reencarnação" de Gabriel Dellane.

(5) -Ver 'Mãos Marcadas' página 92, de Emmanuel - Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.