PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fotografia do Pensamento


Em o livro “Evolução em Dois Mundos” no capítulo Corpo Espiritual André Luiz apresenta argumentos para sequenciarmos nossos estudos, não vou transcrever na integra, pois já o apresentei em textos anteriores, apresentarei apenas o necessário que nos permita extrapolarmos a fotografia do pensamento.
“Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação”.
Nestas palavras, André Luiz nos informa que o corpo espiritual não é o reflexo do corpo físico, ou seja, é o corpo de matéria que associado ao períspirito que refletem o corpo espiritual, entretanto o corpo espiritual reflete o corpo mental.
Sabemos que o espirito em sua essência é imaterial, e para tornar-se tangível, necessita conforme nos informa André Luiz, do corpo mental, é através da psique (pensamento), - pois a energia psíquica da mente (corpo mental) se manifesta revestida de matéria em outra dimensão - que o espirito absorve em sua forma o elemento matéria que lhe propicia refletir o corpo espiritual, tornando-se visível.
Em analogia podemos dizer que o corpo mental seja uma maquina fotográfica, em que a imagem é projetada em forma de luz, quando esta se imprime na chapa, reproduz a imagem, na tangibilidade do espirito a luz seria a vontade deste em apresentar-se revestido de matéria, então projeta esta vontade através do corpo mental, imprimindo em sua essência como “Ser” imaterial a matéria, e revestindo o espirito de matéria em outra dimensão, é que se manifesta o corpo espiritual. Não podemos nos esquecer de que espirito, corpo espiritual, corpo energético (períspirito), e corpo material, permanecem em simbiose desde a maturação da substância para toda a eternidade, pois todos evoluem, entretanto quem propicia a evolução é sempre o espirito, entretanto ele próprio depende dos demais corpos para evoluir, conforme informado em outros textos.
Este conceito nos leva a deduzir que é através do corpo mental (pensamento) que o espirito reveste a forma, e que esta forma já existe como um atributo de Deus como um eterno vir a ser, que através do mecanismo da evolução matura-se e que embora ela já exista como um eterno vir a ser, se apresentará sempre dependendo do momento evolutivo em que se encontra o eu inteligente que está reveste.
Se a forma não existisse no espirito como existe a inteligência, o amor, e infinitos outros atributos que se manifestam de Deus no universo, como um eterno vir a ser na vida do espirito, teríamos que admitir que essas formas fossem elaboradas pela mente do “Ser”, mas não podemos nos esquecer de que todas as sensações, todas as manifestações, que o espirito apresenta, já estão contidas no inconsciente puro, aguardando o momento de manifestar-se através da maturação. 
Essas formas, já existem latência no inconsciente puro, entretanto as mesmas não se manifestam como infinitos psiquismos individualizados aguardando o momento maturativo para se materializarem, o protótipo psíquico é único, contendo as infinitas modalidades de formas que estarão revestindo o espírito na eternidade.
E nesta revelação que apresentamos de André Luiz, ele não faz outra coisa que não, extrapolar a questão 27de o “Livro dos Espíritos.”
27 – Haveria, assim, dois elementos gerais do universo: a matéria e o espirito?
R – Sim, e acima de ambos, Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas.
E essas três coisas são o principio de tudo o que existe, a Trindade Universal. Mas ao elemento matéria é necessário ajuntar o Fluido Cósmico Universal, que exerce o papel de intermediário entre o espirito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espirito possa exercer alguma ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, se pudesse considera-lo como elemento material, ele se distingue por propriedades especiais. (...)
E André Luiz confirma que nós somos a imagem e semelhança de Deus, não na configuração antropomórfica, mas virtual, informando-nos de que nosso espirito é imaterial, tanto quanto o Ser Supremo da Vida. E extrapolando Kardec quando nos diz que ao elemento matéria é necessário ajuntar o Fluido Cósmico Universal, que exerce o papel de intermediário entre o espirito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o espirito possa exercer alguma ação sobre ela, em analogia nos apresenta o corpo espiritual revestido de matéria em outra dimensão, pois sem esse corpo espiritual, tampouco o espirito teria como revestir-se do corpo de matéria densa que o reveste. E mesmo revestido de matéria em outra dimensão, para agrupar as células físicas, o espirito carece de um corpo energético (períspirito).
E Kardec reafirma a premissa que estamos desenvolvendo neste tema, em o livro “A Gênese” capitulo oito, Fotografia do Pensamento na questão 15.
“15 – Sendo os fluidos o veiculo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som para o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos trás o som.
Pode - se, pois dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros.
Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório períspiriítico, como num espelho; toma nele corpo e ai de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste ultimo; executa fluidicamente o gesto, o ato que tentou praticar. O pensamento cria a imagem da vitima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espirito.
Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo será executado nem lhe assinalar os pormenores, nem ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstancias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do individuo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus”.
Kardec nos demonstra que o fluido se reflete através do pensamento, permitindo-se fotografar “o pensamento se reflete no envoltório períspiriítico, como num espelho; toma nele corpo e ai de certo modo se fotografa”, e como retro informado, André Luiz em o livro “Evolução em Dois Mundos”, no Capitulo Corpo espiritual e Corpo Mental, extrapolou a fotografia do pensamento.
E André Luiz em seu livro “Obreiros Da Vida Eterna”, No Capitulo: “O Sublime Visitante”, corrobora uma vez mais as palavras de Kardec, quando nos informa de que é de que é o corpo mental, o veiculo do pensamento (inconsciente puro), que se reveste da matéria em outra dimensão, manifestando-a em seu corpo espiritual, tendo como intermediário entre o corpo físico e o corpo espiritual, o corpo energético (períspirito), para só então refleti-lo no corpo de matéria orgânico.
Não vou transcrevê-lo na integra, pois já o fiz em outros textos, e se tornaria redundante, mas estarei apresentando um relato rápido dessa revelação maravilhosa que este espirito nos apresenta.
No intento de recepcionar Asclépios, um espirito de uma evolução que transcendia a dos espíritos ali presentes, inclusive o próprio Cornélio, orientados por este, esboçariam um quadro da natureza, que apresentaria uma árvore frondosa, um lago azul, um gramado, tanto quanto um horizonte de um céu azul.
Cornélio se responsabilizou pela formação do tronco da árvore, os chefes das missões entrelaçaram energias criadoras formando o lago tranquilo, e os demais participantes, formaram as folhagens da árvore, e a vegetação que contornava as aguas serenas, e também, as características do trecho de firmamento que cobria a pintura mental.
Mas o mais maravilhoso desta revelação é quando Cornélio pede a dois auxiliares, que conservassem as mãos unidas ao gabinete, e a tela mental passou a ter uma vida momentânea.
Ao estarem realizando este quadro da natureza, esses espíritos estiveram movimentando a força de vontade (pensamento), e através do corpo mental estiveram tornando tangíveis as formas idealizadas na mente, fotografando as imagens pensamento, tornando-as visíveis e propiciando-lhe uma vida momentânea. E não devemos nos esquecer de que não se trata de uma materialização, pois nosso amigo Cornélio é bem explicito quando pede aos demais que intensifiquem a mente para a obtenção desse quadro, temos neste fenômeno, mais uma comprovação da fotografia do pensamento.
Temos sido informados sobre a fotografia do pensamento no capitulo 14 da questão numero 15 da “Gênese”  de Allan Kardec, e extrapolada por André Luiz em o livro “Evolução em Dois Mundos” no capitulo Corpo Espiritual e Corpo Mental.
Essas informações nos estiveram explicitando a manifestação do pensamento, como essência, como vontade, aplicada através do espirito imaterial, projetando-se no corpo mental, tornando se tangível no corpo espiritual, refletindo-se no corpo energético (períspirito), e por dedução lógica fica esclarecido de que o pensamento se manifesta através do corpo de matéria.
Entretanto faltava-nos uma informação que nos afirmasse, de maneira precisa que o que nos apresenta Kardec, se fundamenta em uma lógica inquestionável, é uma veracidade e esta nos foi apresentada por Ernesto Bozano, em seu livro “Pensamento e Vontade”, pois neste seu livro nosso amigo nos apresenta vários relatos de que o pensamento do médium se imprime na chapa fotográfica, confirmando de forma material, que a psique da mente, se manifesta revestida de matéria em outra dimensão., pois se não fosse matéria não teria como se imprimir na chapa.
Porém Ernesto Bozzano nos esclarece de que nem todas as fotos imprimidas nas chapas fotográficas, são fotografia do pensamento, pois embora os espíritos para serem fotografados se utilizem da vontade através do pensamento, tornando se tangíveis o suficiente para se permitirem fotografar, essas fotos refletem a imagem de espíritos fotografados e não uma imagem criada pela mente.           
“A expressão “fotografia do pensamento” parece-nos, não pode ser aplicada senão a uma parte das manifestações compreendidas nesta classe de experiências.
De fato, para obter algumas de entre elas, não há necessidade de “pose” diante do aparelho fotográfico.
A chapa é diretamente impressionada, mantendo-a o experimentador na maioria dos casos colocada na fronte, e concentrando intensivamente o pensamento na imagem a exteriorizar.
Algumas vezes, é o papel sensibilizado que se impressiona diretamente.
As manifestações destas últimas categorias, obtidas à revelia da máquina fotográfica, são designadas na América pela palavra psicografia. Mas, como esse vocábulo já se emprega nos fenômenos de “escrita direta em ardósias”, admitiu-se posteriormente a palavra “escotografia” (impressão na obscuridade, por antinomia de fotografia propriamente dita, que é impressão luminosa).
Trata-se de um vocábulo proposto pela Srta. Felícia Scatcherd, que se tornou conhecida por experiências dessa natureza.
A propósito de “escotografias” como de “fotografias do pensamento”, convém notar que os resultados obtidos, quando o experimentador se propõe a realizá-las e concentra o pensamento em dada imagem, limitam-se a coisas muito simples, tais como esferas, triângulos, garrafas, bengalas, sem atingir jamais imagens complexas, tais como um rosto ou uma forma humanos.
Os melhores resultados, com a reprodução de fisionomias e indivíduos, foram obtidos fortuitamente, isto é, quando não havia propósito de fotografar uma “forma-pensamento”, ou seja, uma “escotografia”.
Mas nestes casos se constata, infalivelmente, que a imagem gravada na placa fotográfica havia no momento, ou um instante antes, atravessado a mente do experimentador.
Tudo isso demonstra, mais uma vez, que, nas manifestações supranormais da psique, a vontade constitui obstáculo à sua livre manifestação.
Noutros termos: isso demonstra que as faculdades supranormais da psique pertencem à parte integral subconsciente e, por consequência, que a personalidade consciente não pode utilizar essas faculdades senão de modo excepcional e rudimentar.”
Estas palavras de Bozzano corroboram as palavras de Allan Kardec e de André Luiz, tanto quanto o conceito que estamos apresentando, pois quando o espirito emprega sua vontade raciocinada encontra dificuldade de torna-la tangível, e isto acontece porque ele necessita interromper momentaneamente o curso natural da psique que flui do inconsciente utilizando-se do consciente para criar a imagem pensamento.
Lembramos ainda nosso amigo Dr. Jorge Andréa quando em seu livro “Energética do Psiquismo Fronteiras da Alma” nos apresenta dados racionais, atentos à ciência convencional, mas voltados para as manifestações do espirito. Nas paginas a seguir, não transcrevo informações deste amigo, extrapolo as informações contidas nesta obra.
O psiquismo ou centelha divina está contido na substância, que é o plasma divino do Criador, como um eterno vir a ser, isto é, encerra em si a consciência, o inconsciente atual, o inconsciente passado e o inconsciente puro.
O inconsciente puro é o núcleo das potenciações infinitas que se demoram em estado latente, aguardando o momento de maturação para manifestar-se.
O inconsciente puro é o centro da vida, ponto de partida das potencialidades infinitas que se manifestam de Deus na mente do “ser”.
No entanto, inicia sua individualização a partir do reino mineral, onde a partir de então, exterioriza seus potenciais pelo processo da maturação, princípio que determina a lei da evolução.
O eterno vir a ser, que encerra os potenciais contidos na substância, e, que no reino mineral, vegetal e animal, denominamos de psiquismo, quando no reino humanoide o chamamos de espirito.
O inconsciente puro é a fonte de todas as iniciativas, psíquicas ou intelectivas, que se manifestam da parte do Eu eterno, é o ignoto, o eterno vir a ser, pois como sabemos a evolução do eu inteligente, acontece na eternidade.
A energética do “Ser” permanece em latência na mente do espirito imaterial, que movimentando a vontade, regido, entretanto pelo mecanismo da evolução, projeta essa essência (pensamento), ao corpo mental envolvendo-a de matéria em outra dimensão, tornando tangível (material) o pensamento.
Essa energética será eternamente a responsável pela manifestação da forma, nos infinitos momentos de maturação em que o espirito se demore, tanto quanto, das infinitas manifestações do pensamento, manifestações essas que fluem do inconsciente puro (espirito imaterial) com naturalidade, pois o mecanismo da evolução envolve o espirito dessa vontade determinante, não devemos os esquecer de que a evolução é um determino de Deus na Vida.
  Esse raciocínio corrobora o conceito de Bozzano, “isso demonstra que as faculdades supranormais da psique pertencem à parte integral subconsciente e, por consequência, que a personalidade consciente não pode utilizar essas faculdades senão de modo excepcional e rudimentar.”
Mas Jorge Andréa não nos informou apenas sobre o inconsciente puro, mas ainda do inconsciente presente, o inconsciente passado, e a consciência, vamos então verificar as interações dessas outras modalidades de manifestação da energética da mente.
Entendamos, entretanto de que não existe inconsciente puro, presente, passado, ou uma psique da consciência, existe uma energética única que realiza todas essas funções, mas lhe atribuímos esses nomes no intento de estudarmos separadamente os momentos diferenciados em que se manifesta a psique.
 O inconsciente passado ou arcaico é o arquivo de todas as maturações e experiênciações, vividas pelo Eu eterno, na multimilenar caminhada, percorrida pelo mesmo, nos reinos inferiores da natureza.
Esta camada do inconsciente é a responsável por determinados automatismos com que nos manifestamos na vida, dizemos determinados, porque há automatismos que se manifestam no campo do consciente, sendo um automatismo de superfície e não de profundidade.
O ato de caminhar, ou ainda de falar, não o desenvolvemos no campo do consciente, pois o consciente se manifesta no desenvolvimento de nosso cotidiano, é intelectualismo e análise, e não se apreende a falar, nem tampouco a caminhar, no curto espaço de tempo de uma reencarnação.
É através do processo palinginético, nas infinitas experiências e vivenciações, realizadas pelo espírito, que se conquistam estes automatismos de profundidade da energética.
Mas, existem automatismos de superfície que se desenvolvem no campo do consciente, ou seja, é a resultante de atos que se automatizam pelo excesso de repetições vividas no cotidiano, como por exemplo: dirigir.
Quando do processo da reencarnação, o espirito vive uma auto regressão de memória e no desenvolvimento do corpo físico, ele manifesta algumas etapas de sua estadia no reino animal. Nas primeiras etapas da gestação, antes de atingir a aparência de corpo humano, o embrião se assemelha a um girino, um cachorrinho, e a um símio. Entretanto do inconsciente passado só se manifesta na psique humana, conforme já informado os automatismos, tanto quanto e também, os hábitos alimentares, sem nos esquecermos contudo de que enquanto o espirito não suplanta a matéria, conserva ainda os instintos de ferocidade e de animalidade, que só se modificarão conforme formos nos espiritualizando.
Mas o inconsciente presente ou atual é a zona que se encontra mais próxima ao consciente, é nesse campo de vibrações que se manifestam os efeitos psicológicos, tais como: neuroses, psicoses, depressões, etc. Seria ainda neste campo de vibrações energéticas, que aconteceria o extravasar das vibrações adulteradas que se exteriorizam no consciente em forma de loucura.
E é ainda a energética do inconsciente atual, a responsável pela manifestação de nosso “destino”, pois como já o sabemos, nosso espirito por principio é perfeito, trás no inconsciente puro os infinitos atributos que herdou de Deus, e não podemos acreditar que vidas que somos de Sua Vida, sejamos imperfeitos.
Mas em nosso caminhar na eternidade, enquanto ainda não nos libertamos por completo dos liames da matéria, no processo de maturação em que nos demoramos através da evolução anímica, interiorizamos nessa zona energética da mente, as vibrações doentias e desequilibrantes que desenvolvemos no campo da consciência.
Entretanto como somos perfeitos por principio, pois a fonte que nos origina é Deus, e como estamos fadados à evolução, não temos como reter essas vibrações desarmônicas interiorizadas em nosso espirito para sempre, pois o mecanismo da evolução não lega vibrações adulteradas pelo espírito ao esquecimento, é que essa energética da mente, se manifesta na energética do consciente, em desequilíbrios mentais, em enfermidades múltiplas, em dificuldades infinitas em nossa vida social, e também em nossa vida profissional.
E como para ascensionar em nossa caminha eterna, temos que devolver a Vida a harmonia que Nesta se manifesta através do Fluido Cósmico Universal (Psique de Deus no universo), a naturalidade e o equilíbrio absolutos, é que o inconsciente atual manifesta no campo da consciência as vibrações conturbadas que permaneciam ocultas em latência, como tendências, anomalias física, distúrbios mentais, e outros, para que trabalhemos essa energia devolvendo-lhe a condição de naturalidade.
E o consciente é o campo de manifestação do inconsciente puro e passado, e atual, é razão, pesquisa, e analise, é no consciente que se exterioriza o potencial adquirido, tanto quanto, é pelo consciente que se matura o eterno vir a ser contido no espírito, ou inconsciente puro.
Na condição evolutiva atual em que se demora o espírito na terra, é regido em suas ações, pela energia mental que se manifesta no campo do consciente, neste campo energético é possivel ao espírito, manifestar sua iniciativa no que concerne a permitir ao inconsciente puro que encontre campo para manifestar e maturar os ignotos infinitos que trás em potenciação, aguardando a manifestação da vontade do espírito, que se utilizará do consciente para exteriorizar o ignoto nesta zona mental. Mas a informação em forma de ignoto, para manifestar-se e maturar-se, comumente necessita de participação de outras mentes mais desenvoltas, exceto da parte dos gênios, pois estes são espíritos mais velhos que já maturaram as potenciações que para a maioria da humanidade, ainda é um fenômeno desconhecido, e são estes espíritos que nos apresentam informações ainda ignoradas, informações estas que as vezes modificam por completo, o conceito da ciência, como a relatividade de Einstein que mudou por completo o conceito da física.
E é importante lembrarmos ainda, que é no campo do consciente que nos é possivel aplicar a nossa vontade, raciocinarmos e darmos nova diretiva ao pensamento, pois conforme informados por Ernesto Bozzano, se não interrompermos o curso dos pensamentos que se manifestam da energética dos inconscientes, dando-lhe novas diretivas, eles vão se reprisar em nosso consciente, por séculos consecutivos, o que nos leva a viver nossas reencarnações, repetindo as mesmas paixões e as mesmas vicissitudes.
O homem tem se utilizado da razão, e tem se aplicado na evolução do intelecto, pois para que possa aprender as temáticas cientificas, é necessário utilizar o raciocínio, e por consequência a evolução no campo intelectual, tem feito uma evolução maior do que no campo do amor e da moral.
Mas esta postura é ainda uma imaturidade do espirito, uma inversão absoluta de valores, pois sem a moral, sem o amor, a todo e qualquer conhecimento cientifico, estará faltando a seiva da vida, a essência que vivifica e matura nossos conhecimentos, e foi por compreender essa realidade, que Emmanuel nos advertiu de que a sabedoria e o amor, são as duas asas que conduzirão o espirito a Deus.
Entretanto não podemos nos esquecer de que essas energéticas psíquicas que se manifestam em nossas mentes, como retro informado, não se demoram dissociadas um das outras, manifestam-se todas ao mesmo tempo, permanecem misturadas em nosso campo mental, e em algumas oportunidades se associam mesmo, em nosso inconsciente para nos permitirem a evolução, entretanto permanecem individualizadas, não se confundem, ocupando o mesmo espaço físico.
E corroborando as palavras de Jesus de que nós somos a imagem e semelhança de Deus, não antropomórfica, mas virtual, e ainda Kardec em seu livro “A Gênese” quando nos diz de que o universo está para Deus, tanto quanto nosso corpo esta para o nosso espirito, o espirito de Camilo em o livro “Memorias de um Suicida” no Capitulo Jeronimo de Araújo Silveira e família, a página 83 desta obra, através da psicografia de Ivonne Pereira, além de confirmar Kardec quanto a fotografia do pensamento, nos apresenta uma outra revelação nos informando a fotografia do pensamento de Deus, refletida através do Fluido Cósmico Universal.
“Mais real do que o atual cinematógrafo, e superior ao engenho da televisão de momento, esse magnifico receptor de cenas e fatos, tão usado em nossa colônia, e que tanta admiração nos causava, em esferas mais elevadas desdobra-se, evolutia até atingir o sublime no auxílio à instrução de espíritos em marcha para a aquisição de valores teóricos que lhes permitissem, futuramente, testemunhos decisivos nos prélios terrenos, indo rebuscar, e selecionar, nas longínquas planícies do espaço celeste, o próprio passado do Globo Terráqueo e de suas humanidades, sua História e suas civilizações, assim como o pretérito dos indivíduos, se necessário, os quais jazem esparsos e confundidos nas ondas etéreas que se agitam, se eternizam pelo invisível adentro, nelas permanecendo fotografados, impressos como num espelho, conquanto se conservem confusamente, de roldão com outras imagens, tal como na consciência das criaturas se imprimiram também seus próprios feitos suas ações diárias.” (Ver o tema “Os Acontecimentos da Vida Imantados na Consciência Cósmica para a Eternidade”­).
Nesta revelação Camilo deixa claro que as psiques mentais dos espíritos, tanto quanto a da Fonte que Manifesta a Vida no universo, conquanto se conservem confusamente, de roldão com outras imagens, tal como na consciência das criaturas se imprimiram também seus próprios feitos suas ações diárias, entretanto elas preservam a sua individualidade especifica.
Confirmando as palavras de Kardec, quando em o livro “A Gênese”         capitulo oito, Fotografia do Pensamento na questão  15, nos revela que na criação de imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório períspiriítico, como num espelho; toma nele corpo e ai de certo modo se fotografa, o espirito de Camilo confirma as palavras de Kardec.
Pelo que pudemos verificar o mestre Lionês nos revela a fotografia do pensamento a partir do momento em que o espirito imaterial reflete as imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório períspiriítico, como num espelho; toma nele corpo e ai de certo modo se fotografa.
E encerraremos este tema afirmando que depois de haver o espirito se refletido no corpo espiritual, e no períspirito, através do corpo mental, como a imagem se reflete em forma de luz, - e já sabemos que a luz é matéria, pois as partículas que formam a luz são os fótons - imprimindo a chapa fotográfica, tornando-a apta a ser revelada, oferecendo-nos a imagem pronta, para que a possamos apreciar; o espirito também reflete a imagem pensamento através do corpo mental, imprimindo no corpo espiritual, e no períspirito, - que em analogia seriam como é a chapa para a luz - a imagem refletida no corpo material.
E então podemos apreciar a obra prima do Criador, que depois de haver experienciado por bilenios consecutivos, legando os filmes mais diversos à eternidade, no processo de maturação em que percorreu o principio inteligente, cujas imagens permanecem perenemente imantadas na Consciência Cósmica do universo, (Fluido Cósmico Universal) conforme nos revela Kardec e o espirito de Camilo o corrobora em o livro “Memórias de um Suicida”, é que temos a prova patenteada do espirito inteligente, então apreciável aos nossos sentidos sensoriais.

                                                                                                                  Sola

Espírita!“Não desista jamais” (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com

O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o “impossível”. No ancião, por exemplo, a constância da curiosidade de espírito e da abertura ao mundo é um sinal de juventude duradoura. A conquista está na persistência daqueles que lutam por aquilo que vale a pena como ideal. Lutar é persistir e a perseverança é o caminho do êxito, por isso mesmo realiza o improvável.

O evangelista Mateus regista no cap. 24 versículo 13 - "quem perseverar até o fim este será salvo". Ora, com Jesus no coração, diante de uma realidade desafiadora a nossa coragem não pode somente significar ausência do medo, mas a firme pertinácia apesar do receio. Sim! A vitalidade, a energia, o vigor, o trabalho são confirmados não apenas pela tenacidade, mas pela capacidade da perseverança e recomeço.

A perseverança e a determinação são, por si sós, onipotentes. O aforismo “não desista jamais” socorreu e sempre salvará o homem da desesperança. E quando estamos sob inflexível indecisão, conseguiremos superá-la se em tais circunstâncias formos perseverantes, recatados e despidos de arrogância.

Desistência tem sido a escolha de muitos em face da incômoda realidade que os fracassos e perdas lhes infligem, fazendo-os interromper ou recuar. Contudo, em cada um de nós existe pelo menos um resquício de esperança, que é capaz de nos transportar para a dimensão das possibilidades, nos fazendo acreditar numa iminente virada e o alcance do triunfo.

Nossos sonhos precisam de persistência e coragem para serem realizados. Nós os regamos com nossos erros, fragilidades e dificuldades. Quando lutamos por eles, nem sempre as pessoas que nos rodeiam nos apoiam e nos compreendem. Às vezes somos obrigados a tomar atitudes solitárias, tendo como companheiros apenas nossos próprios sonhos.

Há um mistério para a perseverança? Por que nos abalamos nalgumas ocasiões da vida e noutras não? A persistência poderia ser caracterizada pelo susto da alma, todas as vezes que é obrigada a mergulhar dentro de si mesma. Qual será o rumo da melhor direção, diante dos empecilhos, dos calhaus que encontramos em nosso caminho? Abdicarmos do objetivo, optar por outra situação mais fácil, ou perseverar em nossos planos, ainda mesmo que por longo tempo e árduas experiências que nos levem a prantear muitas vezes?

Quem persiste sempre alcançará resultados e satisfações. Os grandes homens da história suportaram problemas por anos a fio, até conseguirem a concretização dos seus desígnios que fizeram deles vitoriosos.

Persistência é a irmã gêmea da excelência. Uma é a mãe da qualidade, a outra é a mãe do tempo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis. E ademais, a nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.

Quando a Providência coloca pedregulhos em nossa caminhada, não o faz para esfolar-nos os pés, porém para aprovisionar material para a edificação da base de nossa conquista. O sucesso jamais poderá descansar na fragilidade das facilidades. As árvores são fortes porque enfrentam os desafios da natureza, e fincam suas raízes com vigor, na conquista dos elementos vitais. Com isso resistem a intensas ventanias.


O “dia dos mortos” igualmente deve ser um dia de reverência à vida (Jorge Hessen)



Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com

A historiografia tradicional da Igreja romana registra que foi no Mosteiro beneditino de Cluny, no sul da França, no ano de 998, que o Abade Odilon promovia a celebração do dia 2 de novembro, em memória dos mortos, dentro de uma perspectiva religiosa. Somente em 1311, a “memória dos falecidos” foi sancionada oficialmente em Roma e, posteriormente, em 1915, Bento XV universalizou tal comemoração, dentre os católicos, expandindo e consolidando a celebração até hoje.

Todavia, ajuizemos o seguinte: a ostentação dos túmulos fúnebres determinada por familiares que desejam honrar a “memória do falecido” ainda compõe o cardápio da soberba e orgulho dos parentes, que intimamente propendem fundamentalmente “honrarem-se” a si mesmos. Nem sempre é pelo “finado” que fazem todas essas demonstrações, mas por soberba, por apreço às convenções mundanas e, às vezes, para exibição de abastança. Ora, é inútil o endinheirado aventurar-se em eternizar a sua memória por meio de aparatosos mausoléus.

A comemorada visita ao túmulo, em massa, não significa que venha trazer satisfação ao "morto", até porque sabemos que uma prece feita em sua intenção vale muito mais. Provavelmente a visita ao túmulo seja uma maneira de demonstrar que se lembra do Espírito ausente, contudo é a oração que abençoa o ato de lembrar; pouco importa o lugar se a lembrança é determinada pelo coração.

Conhecemos diversas pessoas que requerem, antes mesmo de desencarnarem, que sejam sepultadas em tal ou qual cemitério da elite. Essa atitude, sem sombra de dúvida, demonstra deficiência moral, até porque qual seria a importância de um pedaço de terra, mais do que outro, para o Espírito moralizado?

O bom senso cochicha que faz sentido rememorar com alegria e não lastimar os que já partiram, até porque eles estão plenamente vivos noutras dimensões da vida. Realmente a ideia de falecidos é uma mistura de alegria e dor, de presença-ausência, de festa e saudade. Porém, aos que permanecemos na vida física, cabe-nos refletir e celebrar a existência com amor e ternura, para depois, no além, quiçá, não amargar no remorso. Aos que partiram enviemos nossa prece, nossa gratidão, nossa saudade, nosso carinho, nosso amor!


Se formos capazes de orar, com quietude e confiança, modificando a nostalgia em esperança, notaremos a presença dos parentes e amigos desencarnados entre nós, envolvendo-nos em seus sentimentos de gratidão, alegria e paz. Por este motivo e por muitas outras razões, transformemos o “dia dos mortos” do tradicionalíssimo 2 de novembro em uma experiência de veneração à vida, lembrando afetuosamente os que nos precederam de retorno à pátria espiritual, e também festejando os que conosco ainda peregrinam pelos logradouros da vida terrena.