PAE - UM RECANTO DE PAZ

UM REDUTO DE PAZ DE "MARIA DOLORES"

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Jesus e a marcha do embuste doutrinário (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
Jorgehessen@gmail.com


É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores. 

Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado, desgastado e perde a sua essência e sentido. É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana. 

Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra. 

Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.

Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.

Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo. 

Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B. e ao Espiritismo.

Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade. 

Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.

Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário. 

Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda. 

O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”. 

Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

COISAS E PASSES

Luiz Carlos Formiga
“O número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem interferências psíquicas, é positivamente diminuto”. Emmanuel (*)

“O passe, tal como terapia, não modifica necessariamente as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas.” Disse o médium Francisco Cândido Xavier.
Dependentes de drogas podem ser beneficiados. Precisam pensar em mudanças.
“Na aplicação do passe não se fazem necessários gesticulação violenta, respiração ofegante ou bocejo contínuo. Não há necessidade de tocar o assistido. O passe é prece, concentração e doação. Por questão de bom senso, o passe deverá sempre ser ministrado de modo silencioso, com simplicidade e naturalidade. Jesus utilizou o passe impondo as mãos sobre os enfermos. Ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram largamente nos tempos apostólicos.” (1)
 Diz o mentor de Chico Xavier: “quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo sem-fio do pensamento.” (*)
O escritor Jorge Hessen (1) comenta “ginásticas pedantes e caricatas de tratamentos “espirituais” praticados em algumas instituições espíritas mal administradas.”
Diz que ouviu em Brasilia “que a aplicação do passe quando “concentrado" (concentrado???....!!!) e muito demorado pode causar "congestionamento fluídico” (congestionamento fluídico???...!!!) e com isso o assistido pode se sentir mal (sentir mal???...!!!) Acredite se puder!”
Na década de 1980, participamos de um vídeo. De minha parte, deveria oferecer ligeira ideia sobre o tratamento “auxiliar”, num Centro Espírita. Veja, quando puder. (2)
Apoiada na vertente espiritualista da ciência, a Pedagogia Regeneradora conceitua o homem como ser de natureza biológica, psicológica, social e espiritual, dotado de historicidade e de livre arbítrio, encontrando-se em contínuo processo evolutivo. Aprendemos que o espírito é o agente que direciona toda a organização biológica, embora possa ser influenciado por ela.
Surge assim o compromisso com a formação integral do homem, porque seus conteúdos valorizam a grandeza do espírito imortal, seus métodos e técnicas valorizam a essência do ser. Diferente do homem de ciência que vive no amanhã para favorecer o presente, a ação educadora, atuando no espírito, trabalha o presente para melhorar o futuro.
A Revista Internacional de Espiritismo, junho de 1999 publicou “Vôo da Liberdade, vôo de uma alma”. O centro espírita Irmão Samaritano (CEIS) reuniu ex-usuários de drogas, seus familiares, espíritas profissionais de saúde  e produziu um documentário multidisciplinar. Nele percebemos a complexidade do problema. (3) O “tráfico é uma espécie de animal monstruoso de mil tentáculos e mil cabeças, espalhados pelo mundo”.
 Verificamos hoje que as conquistas científicas e tecnológicas não foram capazes de ocupar o vazio existencial criado na civilização ocidental. Esta ausência de sentido para a vida é encontrada nas pessoas que procuram o suicídio, como solução.
A versão moderna da antiga técnica de imposição de mãos é rotulada como “Toque Terapêutico”. Vamos encontra-la na formação avançada em enfermagem, numa universidade católica. (4)
Em maio de 1998, recebemos uma série de perguntas feitas por universitários. Algumas delas: o que é ser médium? Todos somos médiuns? Como desenvolver esta faculdade? O que dizer dos médiuns que cobram consultas? O que é um médium de cura? Qual finalidade da existência de médiuns curadores? É normal que médiuns utilizem instrumentos cirúrgicos? Podemos obter curas unicamente por meio da prece? (5)
Nossas respostas procuraram a concisão, seguindo a mesma orientação do vídeo-documentário. Por hora, enfatizaremos a última questão, curar por meio da prece.
Sim, “nós podemos”. No entanto, é necessário considerar que os Espíritos possuem outros elementos de avaliação, e, que o real benefício pode estar em sofrer por mais tempo. “Deus e linhas tortas”.Alguns falam em “fundo do poço”. Isso pode levar a falsa conclusão de que a prece não foi ouvida.
A experiência demonstrou que, mesmo entre os melhores dotados, não há curadores universais. A mediunidade curadora é uma aptidão, porém o resultado efetivo independe da vontade do médium. (6)
“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis.” (Tiago, 5:16)
“A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem deseje melhoras positivas, na senda da elevação, aplique o conselho de Tiago, nele possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.”(*) Lembrou dos Alcoólicos Anonimos? (7)
Joanna, no livro Conflitos Existenciais, diz que “receber a bioenergia, diante dos distúrbios da emoção, é de inadiável importância, destacando-se o concurso de pessoas abnegadas e saudáveis física e moralmente, como portadoras da doação. Jesus utilizava-se do denominado toque curador, descarregando naqueles que O buscavam as sublimes energias de que era portador.” (8)
"Há tanta coisa entre o Céu e a Terra que mal pode sonhar nossa vã filosofia". Há tanta coisa para explicar que vai do Toque Terapêutico ao procedimento cirúrgico, realizado por um médico do outro mundo!
Publiquei na Revista de Enfermagem (UERJ, RJ, 4(1): 89-102, 1996) uma petição, escrita em 1992, enquanto “paciente terminal”. Vejamos um pequeno trecho,
Aos membros da equipe de saúde, quero lembrar não só as necessidades psicobiológicas (eliminação intestinal, vesical, conforto físico, etc.), mas as necessidades psicossociais (comunicação, recreação, privacidade, etc.) e as psicoespirituais. Praticar a minha” religião”, receber a terapêutica do passe é para mim não só uma necessidade, mas um direito. O passe está para o psiquismo assim como a transfusão de sangue está para o organismo. (9)
incredulidade já foi desafiada por um espírito desencarnado materializado. Incrível! Foi o que disse uma estudante de medicina, após o relato da cirurgia espiritual cardíaca. Não há dúvidas da existência de uma face oculta na medicina (10, 11, 12)
Extraordinária é a evolução da ciência biomédica. Hoje vivenciamos o nascimento de uma criança saudável, gerada através da inseminação artificial, a partir de mãe com útero transplantado. Os cirurgiões veteranos estavam chorando, quando a criança nasceu. (13)
Os médicos do outro mundo  não utilizam instrumentos materiais nas cirurgias. Na pintura mediúnica espíritos não usam pincéis. Outros trocaram o lápis pelo computador ou celular.
O espírito RAUDIVE usou o telefone celular. A comunicação foi estudada por Professor de Engenharia e Tecnologia, especialista em telefonia e acústica. Concluiu-se depois da investigação criteriosa das vozes gravadas que as vozes dos espíritos são diferentes das humanas.
 “O auto-espectrum da palavra "RAUDIVE", falada pelo pesquisador, contem o componente fundamental de 111hz, que é valor próximo das estatísticas em telefonia, enquanto que a palavra "RAUDIVE" falada pelo espírito destaca os componentes de 666 hz e 1428 hz, nos dois telefonemas registrados. Por hipótese de trabalho, configura uma origem para essas vozes não coincidente com a voz de uma anatomia humana, conforme conhecemos."
Allan Kardec discute as curas produzidas por Jesus no livro "A Gênese".
Conforme relatório da Organização Mundial de Saúde 10 a 20 milhões de pessoas no mundo tentam se suicidar. O Brasil está entre os dez países com maior número absoluto de suicídios. Somente uma dor muito profunda pode explicar o suicídio entre os espíritas, pois estão de posse do conhecimento da imortalidade da alma e do sofrimento de estar ligado a um corpo sem vida.
Nos dias de “baixo astral” procure um Centro Espírita, bem administrado, e “tome” um passe.

(*) Livro “Vinha de Luz”, lição 157. “O remédio salutar”. FEB.
Leia mais.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Jesus é a sublime síntese do Amor (Jorge Hessen)


Jorge Hessen

O Divino Mestre sempre enviou seus emissários para instruir povos, raças e civilizações com conhecimentos e princípios da lei natural. Além disso, há dois milênios, veio pessoalmente sancionar os conhecimentos já existentes, deixando a Boa Nova como patrimônio para toda Humanidade.
Observando o fluxo histórico dos povos, raças e civilizações identificamos que em todos os tempos houve missionários, fundadores de religião, filósofos, Espíritos Superiores que aqui encarnaram, trazendo novos conhecimentos sobre as Leis Divinas ou Naturais com a finalidade de fazer progredir os habitantes da Terra. Porém, por mais admiráveis que tenham sido esses apóstolos, nenhum se iguala ao Soberano Governador da Terra. Até mesmo porque todos eles estiveram a serviço do Mestre Incomparável, o Guia e Modelo do homem neste mundo de prova e expiação.
Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, escolhe o Ensino Moral das Escrituras, porque não está afeito a controvérsias, podendo inclusive unir todas as crenças em torno da sua proposta universalista. Na Terra, onde se multiplicam as conquistas da inteligência e fazem-se mais complexos os quadros do sentimento conspurcado no materialismo, compreendamos que o Cristo, na trajetória da Humanidade, foi o único mestre completo, exato e inquestionável, que abdicou do convívio com os seres celestiais para viver e coexistir conosco na carne.
Nos tempos áureos do Evangelho o apóstolo Pedro, mediunizado, definiu a transcendência de Jesus, revelando que Ele era "o Cristo, o Filho de Deus vivo" . No século XIX o Espírito de Verdade atesta ser Ele "o Condutor e Modelo do Homem". Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus." Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino e por excelência o "Médico Divino”, segundo André Luiz.  Por sua vez, Emmanuel o denomina de "Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino".
Quando o Codificador questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: "Jesus!". Sua lição é não só a pedra angular do Consolador Prometido, da Doutrina dos Espíritos, mas a régua de medida, o referencial universal com que aferiremos o nosso proceder, o nosso avanço ou o nosso recuo no processo de espiritualização que nos propusermos: a visão real do que somos no íntimo de nossa consciência e quão perto ou distante estejamos do incondicional Amigo e   Mestre que nos exorta a amarmos uns aos outros como Ele nos amou.
Adorado por uns, execrado por outros, indiferente para muitos, o Crucificado deixou ensinamentos muito singelos, porém profundos, Ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, recebendo apoios no povo e confundindo os restantes. Aos Espíritas sinceros cumpre não perder de vista essa realidade de suma importância - a total vinculação do Espiritismo com os ensinos do Filho do Homem, com o Cristianismo primitivo, pela base moral comum a ambos, sem desvios impostos pelo interesse dos religiosos infiéis.
O Desejado das Nações vigia e cuida a nau terrestre e se compadece de cada um de nós, facultando-nos vários recomeços para conquista definitiva da paz. Cada palavra que o Bom Pastor plasmou na atmosfera terrena dirige-se a todos nós, ontem, hoje e sempre independentemente de onde possamos estar ou do que fazemos.
O Príncipe da Paz transcende as dimensões de toda análise convencional e paira muito além do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual de qualquer representante dos mais renomados intelectuais humanos, porquanto Ele foi, é e sempre será o construtor excelso do nosso planeta, quando sequer a vida existia nas plagas do orbe.